(*?$<{!& – Como não possui as categorias transcendentais imprescindíveis ao pensamento, resultante da práxis social, o PSDB não pode ser pensado como objeto dado ao conhecimento. O jeito é imaginá-lo. E não há como tomar essa imagem/psdb senão como uma afecção causa de efeito/riso. Não que o risível partido carregue a singularidade/palhaço. Não. De palhaço não transporta sequer uma milionésima partícula. Ou melhor: nada. Não possui a potência desconstrutora da postura rígida centrada da existência falsificada que o palhaço ser riso transporta. A vocação para alteração dos limites. O efeito/riso psdbista reflete das performances teratológicas oferecidas ao público brasileiro sem nenhum laivo de pejo. Tudo que a verve nacional quer para cair na gandaia cômica. Eis um talento que seu pior desafeto não pode negá-lo. É um partido de causar frouxos risos até nos endurecidos. Imaginem o Arthur Neto diante da Globofrênica ecolaliando o capitalismo, querendo passar a idéia de democrata-socialista. Imaginem o Tasso projetando nos contemporâneos senatoriais seus melindres sensuais. Agora, imaginem o sociólogo das relações sociais-imóveis, Fernando Henrique, destrambelhando a logoslalia com seu partido de quem trabalha e estuda. Pois bem, imaginem o Arthuzinho e o Aecinho dando o maior duro em suas adolescências e começo da mocidade na Cidade Maravilhosa cheia de encantos mil. Corpos suados, queimados pelo sol inclemente do  Sul Maravilha (nem é sul) que não perdoa nem mesmo burguesinhos.  É de dar pena. Causa dor na alma do pior dos ímpios. Ainda bem que os anjos são justos e os recompensaram com as melhores das sinecuras do estado. Arthuzinho, carregado pelo imaginário do pai. Aecinho, pelo imaginário do avô. Consciências democráticas construídas experimental e epistemologicamente nas lides das fantasias fadistas da ilustre classe média brasileira. Por fim (sem fim, pois para este talento partidaresco não há fim), imaginem este belo professor, que afirma ser o Lula um homem sem educação, sem a coragem, o engajamento e a solidariedade deste metalúrgico? Onde estaria hoje, este aproveitador da existência comprometida de um trabalhador para fazer carreira de alpinista-equilibrista-malabarista-político? Onde estaria? Onde estaria a sombra-vampiresca? Ritual macabro: onde Lula estava, ela estava. Lula colocava sua existência em perigo, discursando contra as forças ditatoriais, e ela? Atrás de Lula batendo palmas como querendo dizer para o incauto: “Isto aí sou eu”. Ou no mínimo: “Eu também penso assim”. Como que um burguês bem nutrido pode pensar como um trabalhador? Há quem duvida que o sociolálico seja um usurpador da imagem de Lula, pois procure ver as fotos e ler os fatos da época. Lula nunca deu bola para o uso de sua imagem. Fazia parte da luta/festa. Lula sabia que a realidade, como diz Clément Rosset, é combinação dos acasos, e então, com sua vivência, lutava para que a realidade da época fosse substituída pela realidade democrática. Lula poderia dizer: “Fernando, ponha-se no seu lugar de aproveitador”. Ou: “Fernando, porque tu não te calas!”. Mas Lula não é um rei. Não é uma fantasia infantil. Lula tem singeleza. Lula ama. Por tal, tem que pagar. Mas a inveja e o rancor não brotam na vida companheira. Daí, nossos risos.

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