PT ‘OH, MY DARLING!’ QUER SER PTNININHO E DIZ ‘NÃO’ A APOIO A SERAFIM

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A direção regional do PT, dominada Pelo PT “Oh, My Darling!”, interferiu na decisão do diretório municipal, e anunciou que vai brigar para que o partido não apóie o atual prefeito, Serafim, no segundo turno.

A decisão foi anunciada pelo presidente regional, Sinésio “Carraspana” Campos, que pacientemente aguardou decisões superiores, já que logo ao final do primeiro turno, ainda não havia “fechado as janelas a ninguém”. E as portas?

O diretório estadual também ressuscitou ação no TRE, ainda do primeiro turno, onde impedia o candidato Serafim de usar a imagem de Lula nos programas eleitorais.

RESCALDOS DA CARRASPANA MORAL: SURGE O “PTNININHO”

Se a tendência do PT, com seus proeminentes cardeias contrariando a militância e servindo abertamente a outros interesses é se apequenar, então já se pode afirmar, pelos últimos acontecimentos, que o PT deixou de ser PT para se tornar “PTnininho”.

A justificativa do presidente regional, Sinésio Carraspana, é a de que o partido não pode se aliar aos principais adversários nacionais, DEM e PSDB. Coincidentemente, as “janelas” do PTnininho se fecharam no momento em que o governador Eduardo “Ney” Braga também manifestou abertamente neutro, mas um neutro que tende para o lado do seu mentor, Amazonino.

Dois fatos atentam para a nulidade do argumento de Sinésio: primeiro, a enorme quantidade, Brasil afora, de coligações em que o PT convive fraternalmente com DEMos e PSDBistas. Belo Horizonte é uma delas, para ficar somente na mais expressiva midiaticamente. Ainda segundo fontes do partido consultadas por este bloguinho, não há, por parte da executiva nacional, nenhuma tendência de se impedir este tipo de coligação, que seria com o PSB de Serafim, tradicional aliado do PT. Sinésio parece não ter acompanhado a reviravolta nacional que se deu após a confirmação – esta sim, à revelia, não pela composição, mas pelo fortalecimento de Aécio Neves, governador e candidato a candidato a presidente em 2010 – da composição de chapa na capital mineira. Após a união em Belô, o resto do Brasil também foi alforriado ideologicamente. Menos para Sinésio?

Segundo, a questão do braço-direito de Serafim, Marcus Barros. O petista nunca aderiu à campanha de Praciano (Sinésio na prática também não), tentou invocar a executiva nacional para forçar uma aliança com a chapa de Serafim – que já contava com DEM e PSDB em seu nicho – e ainda deu entrevista, na qual falou abertamente contra a candidatura própria do PT. Indícios mais que suficientes para que a espada da democracia de Sinésio caísse também sobre o pescoço do médico-muy amigo. No entanto, tal não ocorreu, e Marcus continua como cardeal petista, ainda que não faça o mínimo esforço para esconder que não respeitou a militância do partido.

A IMAGEM PERTENCE AO SEU DONO, MENOS PARA O ‘PTNININHO’

A intenção do partido em proibir o uso da imagem de Lula na campanha de Serafim evidencia duas incoerências intelectivas por parte da direção regional, capitaneada por Sinésio “Carraspana”.

A primeira, de ordem intelectiva, da dificuldade de ordenar o real a partir daquilo que emana da Substância e de seus atributos. Há a imagem de Lula, a imagem física, do nordestino barbudo e bem alinhado, com seu humor e sua inteligência. Há a imagem política, aprovada por quatro quintos da população brasileira, e que, em Manaus, deve chegar a quase 100% de aprovação, se não contarmos os 5,5% do senador Arthur Neto, se é que ele ainda os tem. A imagem pertence ao seu dono. E Lula jamais manifestou-se contrário a que esta fosse usada em benefício de quem quer que fosse em todo o Brasil, tendo inclusive dito recentemente, com um toque de humor que lhe é singular, que os congressistas da alcunhada oposição passam o dia xingando o presidente nas casas legislativas, para de noite, nos comícios, ostentarem fotos e vídeos ao lado do Sapo Barbudo que virou príncipe.

Desta forma, que argumento teria Sinésio para impedir este uso, que não o de fidelidade ideológica ao partido, argumento este mesmo rasgado por ele nos últimos anos em que tem sido mais fiel ao governo Braga do que à legenda que o elegeu? Sinésio é vítima de sua própria prática.

A segunda incoerência é de ordem perceptivo-analítica: Sinésio não percebeu que a transferência de votos do presidente Lula para seus “papagaios de pirata” não ocorre de maneira positiva, só funcionando negativamente?

Os resultados das eleições Brasil afora mostrou a predominância das questões domésticas e da realidade de cada cidade. Lula é determinante apenas quando algum candidato suicida, daqui ou d’acolá, criticava ou ofendia o presidente em público: aí sim, era certeza de votos perdidos. No entanto, o oposto quase não ocorreu. Qual a razão, exceto a de defender o direito irrestrito de uso restrito da imagem de Lula por parte do seu comandande-em-chefe, Eduardo “Ney” Braga?

Não obstante, a campanha está nas ruas, e a militância não espera que os dirigentes tomem sua atitude. Enquanto Sinésio luta contra o imponderável, o diretório municipal já mandou confeccionar 100 mil panfletos de apoio à reeleição de Serafim. E caiu na campanha!

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