Com base em dados do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), o governo federal afirma que a redução da fome no país está relacionada à combinação de políticas econômicas e sociais, incluindo valorização do salário mínimo, ampliação do emprego formal, fortalecimento do Programa Bolsa Família e retomada de programas de segurança alimentar.
Os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), utilizados pelo governo, apontam que a insegurança alimentar grave atingia 3,2% dos domicílios brasileiros em 2024, equivalente a aproximadamente 6,5 milhões de pessoas. A comparação com os números registrados em 2022 indica que cerca de 26,5 milhões de pessoas saíram da fome nesse período.
Governo relaciona resultado à saída do Mapa da Fome
O MDS afirma que a estratégia ajudou o Brasil a sair novamente do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). Segundo os critérios da ONU, o país ficou abaixo do índice de 2,5% da população em situação de subnutrição no triênio 2022-2024.
O Plano Brasil Sem Fome foi lançado em 2023 e reúne ações coordenadas por 24 ministérios dentro da Câmara Interministerial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan). O programa está estruturado em três eixos principais:
- acesso à renda e combate à pobreza;
- produção e acesso à alimentação adequada;
- mobilização social e fortalecimento das políticas públicas de segurança alimentar.
Entre as medidas destacadas pelo governo estão a ampliação do Bolsa Família, políticas de valorização salarial, expansão do crédito para agricultura familiar e fortalecimento do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).
Segundo o MDS, o Bolsa Família alcançou, entre 2023 e 2025, média de 20,7 milhões de famílias, com repasses superiores a R$ 434 bilhões no período. O governo também afirma que cerca de 2 milhões de pessoas deixaram o programa após aumento da renda obtida por meio do trabalho formal.
O fortalecimento da agricultura familiar também aparece como uma das bases da estratégia. O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) realizou 1,7 milhão de operações de crédito na safra 2023-2024, movimentando R$ 61,5 bilhões, segundo dados oficiais.
Já o Programa de Aquisição de Alimentos comprou mais de 339 mil toneladas de alimentos entre 2023 e 2025, beneficiando milhares de agricultores familiares e organizações sociais em diferentes regiões do país.