SUBIU PARA 362 NÚMERO DE MORTOS APÓS AVALANCHE NO NEPAL E NA CHINA; RESGATES CONTINUAM
afinsophia 27/08/2026 0
Mais de 1,3 mil pessoas estão desaparecidas após colapso de geleira provocar onda de água e lama que destruiu povoados
- SÃO PAULO (SP)
- REDAÇÃO

O número de mortos após a avalanche de lama e destroços que atingiu a fronteira entre o Nepal e o Tibete, na China, subiu para 362, segundo balanços divulgados nesta quinta-feira (27) pelas autoridades dos dois países. A polícia nepalesa contabiliza 359 mortos no Nepal, enquanto a imprensa estatal chinesa informou três mortes no lado tibetano.
Imagens registradas por uma câmera de segurança no lado chinês mostram uma parede de lama e destroços atingindo um prédio de vários andares, enquanto dezenas de pessoas correm para escapar. A força da enxurrada também arrastou ônibus, carros, casas e estruturas de infraestrutura.
O desastre foi provocado pelo colapso de uma geleira, que desencadeou um fluxo de água, gelo, rochas e detritos pelos vales da região. O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) inicialmente identificou um sinal sísmico associado ao episódio, mas posteriormente concluiu que não se tratava de um terremoto.
No Nepal, a enxurrada atingiu o vale do rio Trishuli, no distrito de Nuwakot, ao norte de Katmandu, e o vale do Bhote Koshi, a leste da capital. Povoados inteiros foram destruídos, e estradas e pontes foram danificadas, dificultando o acesso das equipes de emergência.

O diretor da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (FICV) no Nepal, David Fisher, afirmou que “povoados inteiros e áreas de mercado foram destruídos”.
O Exército nepalês utiliza helicópteros para resgatar sobreviventes e retirar feridos das áreas mais afetadas. As equipes também trabalham para remover pessoas que permanecem em regiões sujeitas a novas inundações.
Papa Leão 14 envia condolências ao Nepal
O papa Leão 14 enviou um telegrama de condolências ao Nepal nesta quinta-feira (27). Em documento assinado pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin, o pontífice afirmou ter ficado “entristecido” ao saber da “perda de vidas e da devastação” provocadas pelas enchentes.
“Ao confiar as almas dos falecidos à misericórdia do Todo-Poderoso, Sua Santidade expressa suas sinceras condolências aos enlutados, assegurando sua proximidade espiritual àqueles afetados por essa tragédia”, diz o telegrama, divulgado pela Santa Sé.
O papa também ofereceu orações pelas equipes de emergência que atuam nas operações de resgate e pediu proteção divina para todos os envolvidos. O documento não menciona as vítimas do lado chinês da fronteira.
Risco de nova inundação
Especialistas alertam para o risco de uma nova inundação devido a um bloqueio em um rio na região fronteiriça entre Nepal e China. No lado tibetano, autoridades também monitoram a formação de uma área represada pela movimentação de terra e gelo.
As inundações e os deslizamentos de terra são frequentes no sul da Ásia durante a temporada de monções, entre junho e setembro. Cientistas afirmam que as mudanças climáticas têm contribuído para o aumento da intensidade e da frequência de eventos meteorológicos extremos na região.
*Com informações da AFP.