EDUCAÇÃO É INVESTIMENTO, “NÃO MAIS UM GASTO NO ORÇAMENTO”, DEFENDEU PRESIDENTA DA UNE, BIANCA BORGES

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DIA DO ESTUDANTE

Bianca Borges também fala sobre documento com reivindicações estudantis para as eleições 2026

Presidenta da UNE Bianca Borges | Crédito: @vitolivr_

Faltam menos de dois meses para o primeiro turno das eleições no Brasil, e o tema da educação será, como sempre, uma das pautas de maior interesse do eleitorado, com debates que vão do uso exagerado da tecnologia, com plataformização do ensino e Inteligência Artificial, até os temas tradicionais como valorização da carreira docente e estrutura das escolas.

A presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), Bianca Borges, conta que o movimento criou uma agenda de avanços para o Brasil, que vai além de uma plataforma de governo e traz vários elementos das lutas reivindicatórias dos estudantes. Para ela, a UNE sempre teve essa característica, o que explica sua longevidade: “não se restringir à sala de aula”.

“Apesar de, por óbvio, partir da educação, tratar de outros temas como o aprofundamento da nossa democracia e a consolidação da soberania nacional. A plataforma fala desde a necessidade de valorização dos estudantes estagiários, mas fala da importância da exploração soberana dos minerais de terras raras”, exemplifica em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

Dentre os pontos da agenda da UNE, destacam-se: 10% do PIB para educação pública, mais transparência no financiamento e fortalecimento do Sistema Nacional de Educação; recomposição orçamentária e reforma no modelo de financiamento e gestão das Universidades e Institutos Federais; proteção das cotas e tornar assistência estudantil como política de Estado; perdão de dívidas estudantis e fim de taxas abusivas no ensino privado; além de temas além da educação, como a defesa da soberania nacional, recomposição dos direitos trabalhistas e o fim da escala 6×1.

Com relação ao Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), divulgado na última quarta-feira (5), Borges defende que a educação precisa ser encarada como investimento e não “mais um gasto no orçamento”.

“A gente precisa compreender a educação como elemento estratégico do país. Nós tivemos vigente durante mais de 10 anos um Plano Nacional de Educação que previa que 10% do PIB deveria ser destinado para a educação pública, mas isso nunca aconteceu. Nosso investimento em educação nunca ultrapassou 5,5% do PIB”, critica.

“No último ano, tivemos uma grande batalha no Congresso e aprovamos o novo Plano Nacional da Educação, mantendo essa meta, mas a gente precisa que essa meta se concretize. No investimento na capacitação de professores, no salário, na infraestrutura para que as tecnologias sejam otimizadas para melhorar o ensino e não precarizar”, destaca Bianca Borges.

Para ouvir e assistir

O jornal Conexão BdF vai ao ar em duas edições, de segunda a sexta-feira: a primeira às 12h e a segunda às 17h, na Rádio Brasil de Fato, 98.9 FM na Grande São Paulo, com transmissão simultânea também pelo YouTube do Brasil de Fato.

Editado por: Rodrigo Gomes

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