Ataques de Israel deixaram imensa destruição no Líbano, centenas de mortos e milhares de feridos |Crédito: Ibrahim Amro/AFP
O Exército libanês acusou Israel, nesta sexta-feira (17), de violar o cessar-fogo acordado poucas horas antes em Washington, após registrar “diversos ataques” e “bombardeios intermitentes” em cidades do sul do país. O Hezbollah libanês disse estar “com o dedo no gatilho” em caso de violações israelenses.
Em resposta a essa situação, as Forças Armadas emitiram um comunicado urgente, instando a população civil a não retornar às aldeias na área da fronteira até que a segurança seja garantida.
“O Comando do Exército reitera seu apelo aos cidadãos para que se abstenham de retornar às vilas e cidades do sul, tendo em vista as numerosas violações do acordo, as agressões israelenses registradas e os bombardeios intermitentes que afetam diversas aldeias”, afirmou a organização em sua conta no X.
As autoridades militares enfatizaram a necessidade de cumprir rigorosamente as instruções das unidades destacadas e “evitar aproximar-se de áreas perigosas”, enquanto monitoram a situação para tomar as medidas necessárias.
O acordo de cessar-fogo entre Beirute e Tel Aviv, intermediado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, entrou em vigor na madrugada de sexta-feira, com duração inicial de dez dias. O republicano anunciou a trégua após conversas telefônicas com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente libanês, Joseph Aoun, embora o grupo xiita Hezbollah, responsável por ataques de retaliação contra o norte de Israel, não tenha sido incluído.
Segundo o The Times of Israel, Teerã havia alertado que romperia o cessar-fogo com Washington caso os ataques israelenses ao Líbano continuassem. Nesse contexto, Esmail Baghaei, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, indicou que o fim do conflito no Líbano fazia parte do acordo de cessar-fogo entre o Irã e os EUA.