Trata-se da caixa amarela, apreendida pela Polícia Federal nos arquivos da 13ª Vara Federal de Curitiba por ordem de Dias Toffoli — isso depois que a 13ª Vara e o TRF-4 desobedeceram sistematicamente às determinações do STF.
Peça 1 – O Modelo Epstein-CIA-Máfia
Para entender o caso brasileiro, é preciso compreender como operava Jeffrey Epstein no contexto da geopolítica norte-americana.
Webb constrói uma história estrutural, não apenas um true crime. Jeffrey Epstein surge como produto final de um ecossistema montado desde a Segunda Guerra Mundial:
• Aliança Estado-crime organizado: Desde a Operation Underworld, a cooperação entre a inteligência dos EUA (ONI/OSS, posteriormente CIA) e as máfias tornou-se política de Estado, não exceção.
• Chantagem como tecnologia de poder: Sexo, drogas e dinheiro não são desvios morais — são ferramentas operacionais para controle político, empresarial e midiático.
• Bancos, offshores e narcotráfico: O livro demonstra como o narcotráfico alimenta liquidez bancária, inclusive em momentos de crise sistêmica, conectando-se ao crescimento do sistema financeiro offshore.
• Epstein não era “o cérebro”: Ele funcionava como gestor de dossiês, protegido por redes que atravessam inteligência, finanças, lobby e grandes fortunas — daí a blindagem judicial recorrente.
• Mídia e silêncio seletivo: Quando as conexões chegam perto de instituições “respeitáveis”, o interesse jornalístico evapora.
Peça 2 – O Modelo Lava-Jato
As entrevistas de Tony Garcia ao GGN revelam um método notavelmente similar praticado pela Lava-Jato.
Garcia afirma ter sido chantageado pelo juiz Sergio Moro para grampear e filmar autoridades. No chamado “baile da cueca”, os vídeos flagraram juízes e desembargadores em orgias sexuais.
Todos os ingredientes do modelo Epstein estão presentes: orgias sexuais devidamente gravadas, servindo como instrumento de chantagem e atendendo às intenções geopolíticas dos Estados Unidos.
Esses vídeos jamais receberam publicidade, aumentando as suspeitas de que foram utilizados para chantagear as autoridades. O procurador da República Celso Tres, integrante da equipe que investigou o Banestado, declarou ao GGN não ter mais dúvidas de que a chantagem ocorreu.
Todo esse material foi guardado na 13ª Vara, escondido em uma caixa amarela sem registro oficial. Segundo Tony Garcia, sua divulgação comprovará não apenas as chantagens, como também a participação direta do FBI e do DHS na Operação Lava-Jato.