VENEZUELANOS MARCHAM POR LIBERTAÇÃO DE MADURO E CILIA: “TEMOS ESPERANÇA”

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Milhares de manifestantes vão às ruas em Caracas em defesa da liberação de casal presidencial

Um manifestante carrega um retrato do presidente Nicolás Maduro durante ato em Caracas que marcou um mês do sequestro de Maduro e Cilia Flores | Crédito: Pedro Pannunzio / BdF

Nesta terça-feira (3), dia em que se completa um mês do sequestro de Nicolás Maduro e Cilia Flores, milhares de venezuelanos saíram às ruas da capital Caracas para pedir a libertação do casal presidencial.

Maduro e Cilia Flores foram sequestrados na madrugada do dia 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos que, segundo o governo venezuelano, deixou mais de 100 mortos. Após a ação, os dois foram levados para Nova York, onde permanecem presos e aguardam julgamento.

Apesar das chances baixas de libertação, a base chavista afirma manter a expectativa de que o presidente seja solto. 

Militante do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), Kellys Acuña afirmou ter “certeza de que vão libertá-los, porque eles não cometeram nenhum delito”. A convicção declarada por Acuña está associada à expectativa de que a pressão internacional pela libertação do casal presidencial aumente.

O músico Cláudio Espinoza também manifestou confiança no mesmo desfecho do caso. “Tenho fé que eles serão libertados. Mais cedo ou mais tarde”, declarou.

“A fé move montanhas”, afirmou a manifestante Francisca Mendes. Ela levava consigo um cartaz com a frase: “Nosotros venceremos [nós venceremos]” e um desenho que reproduzia um gesto em que uma das mãos forma a letra “V”, enquanto a outra aponta para esse sinal. 

O sinal passou a ser adotado como símbolo da mobilização pela libertação de Maduro, após o presidente fazer o gesto ao desembarcar nos Estados Unidos. “Nosso presidente nos envia essa mensagem de que venceremos. Temos esperança”, disse Mendes.

José Antonio Sucre afirmou que considera Nicolás Maduro e Cilia Flores reféns dos Estados Unidos. Para ele, a ação ocorrida há um mês não se restringe à Venezuela. “O ataque violou o direito internacional e isso ameaça a humanidade. Hoje é a Venezuela, mas amanhã pode ser o Brasil, pode ser a Colômbia”, disse.

Ao final do ato, o deputado Nicolás Maduro Guerra, filho do presidente, discursou aos apoiadores. “Maduro e Cilia nos mandaram uma mensagem: ‘A maior fortaleza para nós, aqui onde estamos hoje, é a unidade do povo venezuelano, é a união popular, militar, policial e é a unidade com o alto comando’. Palavras reais que nos enviam Nicolás e Cilia.”

Mobilizações começaram na véspera

As manifestações desta terça-feira foram precedidas por atos realizados na noite anterior. Cidadãos venezuelanos participaram, entre a noite de segunda-feira e a madrugada de terça, de uma vigília em Caracas.

Assim como a mobilização na tarde desta terça-feira, a atividade teve como principal reivindicação a libertação do casal presidencial. Durante a vigília, manifestantes permaneceram reunidos ao longo da madrugada, com faixas e palavras de ordem em defesa da libertação de Maduro e Cilia Flores.

Editado por: Maria Teresa Cruz

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