CUBA REAGE A NOVAS SANÇÕES DOS EUA: “A DECISÃO É UMA SÓ, PÁTRIA OU MORTE, VENCEREMOS!”

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ANTI-IMPERIALISMO

Havana acusa Washington de mentiras, coerção econômica e ameaça à paz, e reafirma disposição ao diálogo

Soldados cubanos participam da Marcha das Tochas no 173º aniversário do Herói Nacional José Martí (líder da independência de Cuba em relação à Espanha e fundador do Partido Revolucionário Cubano), em Havana, em 27 de janeiro de 2026. | Crédito: (Foto: ADALBERTO ROQUE / AFP)

Após a crescente hostilidade do governo dos Estados Unidos em relação a Cuba, Havana assegurou que enfrentará a decisão de Donald Trump de “impor um cerco absoluto aos suprimentos de combustível”, mantendo firme sua posição de que o povo cubano não se curvará em sua “determinação de defender a soberania nacional”.

“Enfrentaremos a nova investida com firmeza, equilíbrio e a certeza de que a razão está absolutamente do nosso lado. A decisão é uma só: Pátria ou Morte, Venceremos!”, afirmou Havana por meio de um extenso comunicado divulgado nesta sexta-feira (30).

O governo cubano sustenta que a decisão de Washington de declarar uma “emergência nacional” e impor tarifas comerciais aos países que fornecem petróleo à ilha caribenha baseia-se em “uma extensa lista de mentiras e acusações difamatórias contra Cuba”. Da mesma forma, classifica como “absurda” a alegação de que Cuba represente uma “ameaça incomum e extraordinária” à segurança nacional dos Estados Unidos.

“O próprio presidente e seu governo sabem que ninguém, ou pouquíssimos, podem acreditar em argumentos tão mentirosos, mas isso não lhes importa. Assim se manifesta seu desprezo pela verdade, pela opinião pública e pela ética governamental quando se trata de justificar sua agressão contra Cuba”, afirma o texto.

Com essa decisão, Havana aponta que os Estados Unidos tentam intensificar a “asfixia econômica” — medida aplicada por Trump desde seu primeiro mandato — por meio de “chantagem, ameaça e coerção direta contra países terceiros”.

O comunicado alerta para o uso crescente da força por parte dos Estados Unidos como “uma forma perigosa” destinada a “garantir seu hegemonismo imperialista” e os acusa de atentarem “contra a segurança, a estabilidade e a paz da região e do mundo”.

Além disso, o governo de Cuba volta a sublinhar sua “disposição histórica” de manter “um diálogo sério e responsável, baseado no Direito Internacional, na igualdade soberana e no respeito mútuo” com os Estados Unidos, porém sem “ingerência nos assuntos internos”.

“Cuba não ameaça nem agride país algum. Não é alvo de sanções por parte da comunidade internacional. É um país de paz, solidário e cooperativo, disposto a ajudar e contribuir com outros Estados”, recorda o texto.

Por fim, Havana interpela a comunidade internacional, afirmando que ela enfrenta o “desafio inescapável de definir se um crime dessa natureza será o sinal do que está por vir ou se prevalecerão a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão, à impunidade e ao abuso”.

O comunicado também destaca que Cuba é o país de um povo “aguerrido e combativo”, cuja história desmente qualquer tentativa de submissão. Nesse sentido, adverte que o imperialismo se engana ao supor que a pressão econômica e a provocação deliberada de sofrimento a milhões de pessoas conseguirão quebrar a vontade da nação cubana de “defender a soberania nacional” e de impedir que a ilha volte a ficar sob o domínio dos Estados Unidos.

Da mesma forma, o texto afirma que a comunidade internacional enfrenta um desafio inevitável, ao ser obrigada a definir se um crime dessa magnitude marcará o rumo do que está por vir ou se, ao contrário, prevalecerão “a sensatez, a solidariedade e a rejeição à agressão”, bem como a condenação da impunidade e do abuso nas relações internacionais.

Editado por: Rodrigo Durão Coelho

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