DURANTE O ENCONTRO NACIONAL, MST PROMOVEU ATO NO CENTRO DE SALVADOR CONTRA ATAQUE DOS EUA À VENEZUELA

0
WhatsApp-Image-2026-01-22-at-18.29.33

INTERNACIONALISMO

No Pelourinho, militantes se solidarizaram com o país vizinho, que receberá novas brigadas do movimento dos sem-terra

Militantes se reúnem no centro de Salvador em solidariedade à Venezuela| Crédito: Douglas Silva/MST

Participantes do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) se mobilizaram, nesta quinta-feira (22), para um ato em solidariedade ao povo da Venezuela e contra o sequestro do presidente Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump no dia 3 de janeiro. Os militantes, que desde o início da semana participam do evento em Salvador (BA), se reuniram na Praça Terreiro de Jesus, junto ao Pelourinho, um dos símbolos da capital baiana.

O ato marcou ainda o anúncio de que, em fevereiro, uma nova brigada, com mais de 50 militantes do MST, viajará para Caracas para reforço à solidariedade ao povo venezuelano neste mês de fevereiro. O encontro nacional, que marca os 42 anos de fundação do movimento, foi pontuado por diversas demonstrações de apoio ao povo venezuelano desde o ato de abertura, na última segunda-feira (19).

“O MST coloca os mais de 3 mil militantes do Encontro Nacional aqui no centro de Salvador em total solidariedade ao povo da Venezuela, à soberania, à democracia e à soberania do país. Sobretudo, nos colocando como sujeitos que vão defender esse país, mas também pelas garantias da autonomia dos povos da Venezuela e da América Latina”, disse a deputada estadual Marina do MST (PT-RJ).

A deputada destacou, ainda, que, durante o encontro, parlamentares vinculados ao MST (deputados e deputadas federais e estaduais, além de vereadores e vereadoras) definiram que seus mandatos e seus gabinetes estarão à disposição dos movimentos de defesa e solidariedade aos venezuelanos.

A mobilização desta quinta-feira no centro de Salvador contou com a presença de representantes de movimentos e instituições que caminham ao lado do MST nestas mais de quatro décadas de história
A mobilização desta quinta-feira no centro de Salvador contou com a presença de representantes de movimentos e instituições que caminham ao lado do MST nestas mais de quatro décadas de história | Crédito: Douglas Silva/MST

“Para nós, o MST sempre foi um movimento irmão”, afirmou Moisés Borges, integrante da coordenação nacional do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB). “[O MST] sempre tem uma visão assertiva da realidade, da conjuntura. Chama muita atenção para nós a questão da solidariedade internacional. Hoje [quinta] o ato em defesa e solidariedade à Venezuela representa um dos motivos que incentivam o MAB: a solidariedade internacional, o internacionalismo”.

“Quarenta e dois anos é muita história como movimento, muita coisa se passou, muitos governos passaram e o MST segue firme e forte na batalha e na luta. Para nós é uma inspiração e com certeza nos incentiva e nos estimula a seguir na luta também pelo MAB”, completou Moisés Borges.

Militante do PT na Bahia, Dani Ferreira afirmou que o MST é a principal organização política do país ao mobilizar estruturas, organizando a luta com capacidade de enfrentamento.

“O MST cumpre o papel de um movimento organizado em suas bases, que têm gente em cada estado deste país, fazendo acampamentos, fazendo ocupações, denunciando que o latifúndio em nosso país ainda é uma violência e que precisamos fazer a reforma agrária popular. Por isso, esses 42 anos de luta representam, para nós, muita alegria, mas também um lugar de convicção, de que a gente tem um movimento e um lugar para amparar nosso povo, amparar nossas lutas e a gente seguir em marcha. Vida longa ao MST!”, celebrou.

O Encontro Nacional do MST tem como objetivo avaliar e qualificar as linhas políticas do movimento, revisar e implementar o programa Reforma Agrária Popular, definido no último congresso do MST, em 2014, em Brasília (DF). O evento termina nesta sexta-feira (23). O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é esperado para o ato de encerramento.

Editado por: Luís Indriunas

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.