TRUMP ADMITE EXPLORAÇÃO DIRETA DO PETRÓLEO VENEZUELANO

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Em entrevista, presidente diz que EUA devem manter controle prolongado sobre a Venezuela, explorando petróleo e sem compromisso com eleições

Foto: Official White House Photo by Daniel Torok

Em entrevista ao jornal The New York Times, Trump disse esperar que os EUA administrem a Venezuela e explorem as reservas de petróleo do país por anos, e que o governo interino do país — formado por antigos aliados do agora preso Nicolás Maduro — está “nos dando tudo o que consideramos necessário”.

“Nós vamos reconstruir o país de uma maneira muito lucrativa”, afirmou Trump durante a entrevista, que durou quase duas horas. “Vamos usar o petróleo, vamos retirar petróleo. Estamos reduzindo os preços do petróleo e vamos enviar dinheiro para a Venezuela, que eles precisam desesperadamente.”

Ao longo da entrevista, Trump evitou estipular um prazo para o fim da tutela política americana sobre a Venezuela. Questionado se isso duraria três meses, seis meses, um ano ou mais, respondeu: “Eu diria muito mais”.

Ao mesmo tempo, Trump não assumiu compromissos sobre a realização de eleições na Venezuela e evitou comentar em que circunstâncias autorizaria o envio de tropas americanas ao país, afirmando apenas que o atual governo, comandado pela vice-presidente Delcy Rodriguez, “está nos tratando com grande respeito”.

Trump declarou ainda que os EUA já começaram a lucrar com o petróleo venezuelano antes submetido a sanções e citou a obtenção de 30 a 50 milhões de barris de petróleo pesado, e admitiu que a recuperação do setor levará anos.

As declarações ocorreram poucas horas depois de autoridades do governo informarem que os Estados Unidos planejam assumir o controle da venda do petróleo venezuelano de forma efetiva e por tempo indeterminado.

A medida faz parte de um plano em três fases apresentado pelo secretário de Estado, Marco Rubio, a membros do Congresso.

Embora parlamentares republicanos tenham demonstrado apoio às ações do governo, democratas reiteraram alertas de que os EUA caminham para uma intervenção internacional prolongada, sem uma base legal clara.

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