“TIREM AS MÃOS DE CIMA DA VENEZUELA!”. EXPLODEM, PELO MUNDO, MANIFESTAÇÕES CONTRA O TERRORISMO DE ESTADO DOS EUA PRATICADO POR TRUMP CONTRA A VENEZUELA
WASHINGTON, DC - JANUARY 03: Protesters gather in front of the White House on January 03, 2026 in Washington, DC. President Trump confirmed in a news conference earlier today that the U.S. military carried out a large-scale strike in Caracas overnight, resulting in the capture of Venezuelan leader Nicolas Maduro and his wife, Cilia Flores. Tasos Katopodis/Getty Images/AFP (Photo by TASOS KATOPODIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP)
REAÇÃO
Atos foram convocados ao longo do sábado(03), após ataques dos EUA contra a Venezuela
Protestos em frente à Casa Branca, nos EUA, contra os ataques à Venezuela| Crédito: TASOS KATOPODIS / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP
Diversas cidades ao redor do mundo registraram protestos neste sábado (3) contra os ataques militares dos Estados Unidos à Venezuela e a captura do presidente Nicolás Maduro. A ofensiva, comandada pelo governo de Donald Trump, começou por volta das 2h50 (horário de Caracas) e atingiu alvos civis e militares em Caracas, além de instalações nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
O governo venezuelano denunciou a ação como uma violação flagrante da soberania nacional, e a vice-presidenta Delcy Rodríguez exigiu a liberação de Nicolás Maduro e Cilia Flores, reiterando que o único presidente legítimo da Venezuela continua sendo Maduro. Em pronunciamento, ela afirmou que o país não voltará a ser colônia de nenhum império e convocou a população à defesa da soberania nacional em união cívico-militar.
Em Washington, manifestantes se reuniram em frente à Casa Branca para condenar a operação militar. Cartazes exibiam frases como “Trump bombardeou a Venezuela sem autoridade”, denunciando o caráter unilateral da intervenção. Em Londres, o protesto foi realizado diante da embaixada dos Estados Unidos, com palavras de ordem como “Tirem as mãos da Venezuela” e pedidos pela libertação imediata de Maduro.
“Pare de roubar petróleo”, diz um dos cartazes do protesto em frente à Casa Branca, neste sábado (3) (Foto: Mandel NGAN / AFP)
Na Argentina, atos ocorreram em Buenos Aires e em Rosário, com concentração em frente à embaixada estadunidense sob forte aparato policial. Manifestações também foram registradas no México e no Chile, com faixas e palavras de ordem em defesa da soberania venezuelana.
Na Europa, organizações sindicais, partidos de esquerda e entidades de defesa dos direitos de migrantes convocaram mobilizações em Berlim, Barcelona, Marselha, Paris e Atenas. Os protestos denunciaram o imperialismo estadunidense e exigiram posicionamento de seus governos contra a ação militar liderada por Trump. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, declarou que o país “não tem qualquer relação com a captura de Maduro”.
Em Cuba, os atos foram liderados pelo próprio presidente Miguel Díaz-Canel. Com cartazes pedindo o fim do imperialismo dos EUA, a população ocupou as ruas em solidariedade ao povo venezuelano. Díaz-Canel classificou os ataques como “brutais, traiçoeiros, inaceitáveis e vulgares” e afirmou: “A terra de Bolívar é sagrada, e um ataque a ela é um ataque a todos os filhos dignos da América”.
Internamente, a Venezuela também segue mobilizada. Segundo a emissora Telesur, parceira do Brasil de Fato, manifestações ocorrem em Caracas e no interior do país. Na capital, moradores ocuparam a avenida Urdaneta, próxima ao Palácio de Miraflores, sede do Executivo, para defender a soberania nacional e rejeitar a interferência de Washington. Já nas áreas estratégicas, comandos de defesa integral foram ativados para enfrentar possíveis novas agressões.
Durante coletiva de imprensa na tarde deste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Casa Branca quer administrar a Venezuela até que seja realizada uma “transição democrática e justa”. Ele celebrou o sequestro de Nicolás Maduro como um “ataque extraordinário” e indicou que o presidente venezuelano e a primeira-dama estão sendo levados para julgamento nos EUA. Trump também deixou claro o interesse direto no controle do petróleo venezuelano, afirmando que o recurso foi “roubado” dos Estados Unidos e que será entregue a uma empresa estadunidense.