Netanyahu é o primeiro chefe de governo em exercício na história israelense a enfrentar um julgamento criminal. Ele é acusado de fraude, quebra de confiança e recebimento de propina em três casos nos quais teria favorecido empresários e aliados políticos em troca de benefícios pessoais. O premiê nega as acusações e ainda não foi condenado em nenhuma das ações.
Segundo o gabinete do primeiro-ministro, o pedido de indulto foi formalizado por meio de dois documentos: uma carta assinada por seu advogado, com argumentos técnicos e jurídicos, e outra carta escrita pelo próprio Netanyahu. Ambos serão enviados ao Ministério da Justiça para análise preliminar e, depois, ao assessor jurídico da Presidência, que emitirá pareceres antes de uma decisão final de Herzog.
O movimento ocorre semanas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter declarado publicamente que Israel deveria conceder perdão a Netanyahu. Em vídeo divulgado neste domingo, o premiê afirmou que o processo judicial tem “dividido profundamente” o país e que o perdão ajudaria a “restaurar a unidade nacional”. Ele também argumentou que a rotina de comparecer ao tribunal três vezes por semana compromete sua capacidade de governar.
A solicitação agora segue os trâmites legais, e ainda não há previsão para uma decisão do presidente israelense.
*Com informações do g1.