Aliado de Tarcísio de Freitas, Derrite é cotado para disputar o Senado por São Paulo em 2026. Cunha, por sua vez, tentará uma vaga de deputado federal por Minas Gerais, mesmo estando inelegível até 2027. A amizade de Cunha e Lira é antiga, segundo reportagem do site UOL. Lira foi um dos poucos deputados que tiveram coragem de votar contra a cassação do mandato de Cunha antes de sua prisão por Sergio Moro em 2016.
Hoje com a filha eleita deputada federal, Cunha ainda tenta influenciar a política nacional a seu favor. Segundo reportagem do site O Fator, Cunha tem expectativa de que a alteração na Lei da Ficha viabilize seu registro de candidato no próximo ano.
De acordo com a coluna de Amado, o que Cunha, Lira e Derrite conversaram no jantar, ninguém sabe afirmar. Eles se recusaram a falar com a imprensa na saída do restaurante de comida portuguesa. Os três conversaram em tom tão baixo que quem passada ao lado da mesa, nada entendia. Mas, segundo Cunha relatou ao jornal O Globo, o PL Antifacção, relatado por Derrite, foi comentado na mesa.
Nesta semana, Derrite sofreu reveses na relatoria do PL Antifacção, principalmente por ter ousado subordinar a atuação da Polícia Federal à aprovação de governos estaduais no que tange investigações contra o crime organizado, e por ter feito confusões nas tipificações e enquadramentos penais. Após pressão e críticas, Derrite recuou e alterou o texto em diversos pontos, o que foi considerado uma “vitória gigantesca” da base do governo Lula. Atualmente em sua quarta versão, o texto de Derrite segue sendo protelado pela Câmara. Nas redes sociais, ele passou a divulgar vídeos e mensagens afirmando que estão “distorcendo” seu trabalho.
Para analistas, a pauta da segurança pública deve ser estendida e explorada nas eleições 2026, com o governo Lula e a extrema-direta duelando pelo protagonismo. Segundo apuração da jornalista Andreia Sadi, da GloboNews, alas do PT já defendem a criação de um órgão especial vinculado ao Ministério da Justiça para investigar e combater o crime organizado. A ideia vem à tona após uma pesquisa realizada pela Genial/Quaest mostrar que o tema da segurança pública está travando a provação de Lula junto à opinião pública.