MARINA SILVA AVALIOU CÚPULA DE LÍDERES COMO “INOVADORA” E COMEMOROU LANÇAMENTO DE FUNDO FLORESTAL
Ministra classifica como ‘um sucesso’ o lançamento do TFFF e destaca ineditismo de remunerar quem não desmata
A ministra Marina Silva também apontou o papel de Lula que usou a Cúpula dos Líderes para propor ações práticas – Foto de Raimundo Paccó/COP30
“Por que é inovadora? Porque geralmente as cúpulas de chefes de Estado são momentos em que cada líder lê o seu discurso. O presidente Lula quis transformar a cúpula em um momento de debate sobre temas importantes — oceanos, florestas, adaptação, financiamento e transição energética”, afirmou a ministra.”
Na avaliação da ministra, o lançamento do Fundo Floresta Tropicais para Sempre (TFFF, na sigla em inglês) foi um sucesso e apresentou ao mundo um instrumento inovador. A expectativa é que o fundo alcance US$ 125 bilhões, gerando rendimentos anuais de cerca de US$ 4 bilhões destinados a países com florestas tropicais.
“É um fundo inovador, porque, antes, a maioria dos recursos era destinada para parar de desmatar. É a primeira vez que temos um fundo para beneficiar os que não desmataram”. A ministra afirmou que estava muito feliz com o resultado da Cúpula. Ela apontou que não é fácil montar a arquitetura de um fundo com as características do TFFF e que boa adesão logo do início reflete a qualidade, segundo ela, do modelo proposto.
“Eu estou muito feliz porque são países detentores de floresta tropical que foram capazes de criar um mecanismo inovador que faz uma integração de recurso público e recurso privado, que não é doação. Isso faz com que esse fundo possa ter perenidade e possa ter recursos que sejam previsíveis”.
Transição energética
Durante a Cúpula de Líderes, em Belém, o secretário executivo do ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, avaliou que o ponto alto da contribuição brasileiro foi a propos de um ‘mapa do caminho’ de caráter global para a transição energética.
O compromisso, de acordo com Capobianco, é diminuir a dependência dos combustíveis fósseis sem deixar os países em desenvolvimento para trás.
O secretário destacou que a proposta foi apresentada pelo Brasil na pré-COP, em Brasília, e acolhida positivamente pelo secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e por diversos líderes globais.
“O presidente deu um mandato — internamente, para o Brasil, e externamente, para os líderes mundiais. Ele está comunicando que precisamos garantir nesta COP a implementação efetiva do que foi decidido”, afirmou o secretário.