MUNDO DEVE NEGAR “FERRAMENTAS DE GENOCÍDIO” A ISRAEL
Em Nova York, países discutem responsabilidade compartilhada para prevenir genocídio e propõem isolamento israelense
Um grupo cada vez maior de países está dedicado a coordenar a adoção de medidas práticas econômicas e legais como forma de isolar Israel, por conta do massacre ao povo palestino em andamento na Faixa de Gaza.
Denominado Grupo de Haia, o grupo co-presidido pela África do Sul e Columbia tornou-se um ponto central para se discutir a adoção de medidas práticas para pressionar Israel, o que inclui ações para impedir a transferência de armas e mercadorias para Israel, incluindo equipamentos pesados de uso duplo.
De acordo com o jornal britânico The Guardian, o grupo ouviu pedidos para dar apoio à flotilha que tentava levar ajuda humanitária à Palestina e que Israel fosse bloqueado de participar de eventos internacionais.
“Devemos transformar indignação em ação, lei em justiça e justiça em paz”, disse Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores do Brasil, que juntou-se à ação sul-africana que acusa Israel de genocídio, destacando que a alegação de autodefesa de Israel não tinha aplicação no contexto de uma ocupação.
O Brasil também pediu uma missão internacional no modelo do comitê especial da ONU contra o apartheid, um órgão criado em 1962 para coordenar ações para acabar com o governo do apartheid da África do Sul.
