ATENÇÃO, PROFESSORAS E PROFESSORES! O TRAIDOR, INFORMANTE, DEDO-DURO, LAMBAIO, CAPACHO, SUBMISSO, BABA-OVO, RASTEJANTE, DESQUALIFICADO, INDIGNO, CANALHA…, NASCEM NA FAMÍLIA, MAS SE CONCRETIZAM NA ESCOLA
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
É muito simples de entender, como é muito simples de rejeitá-los!
Um tema mais do que cotidiano no Brasil atual que se exibe sem qualquer pejo, pois seus personagens não têm qualquer pudor, qualquer dignidade. Vergonha ? Nunca esperar deles!
É fácil de compreender, ainda maias quando se tem o auxílio da psicanalista-culturalista, criadora da Potência Feminina na Psicanálise e autora da obra, Personalidade Neurótica do Nosso Tempo, a alemã Karen Horney.
NA FAMÍLIA
Karen Horney, mostra, em uma de suas profundas inquietações, que uma criança quando tem pais captativos, castradores, repressores, violentos, tem três escolhas diante dessas posições neuróticas-psicóticas:
1 – Conforma-se. Não se rebela.
2 – Concordar com os pais acatando tudo que eles determinam e com clara satisfação.
3 – Rebela-se, enfrenta os pais, se revoltar contra suas ordens repressivas mesmo sofrendo as perversa consequências.
Essas três escolhas mostradas por Karen Horney, nos remete ao entendimento que essas crianças se transformarão em três tipos depois de passada a infância. Embora duas delas não cheguem a atingir a maturidade-adulta, tendo apenas o corpo e a idade como demonstrativos de mudanças:
A primeira, terá comportamento distante, alheio, desconfiado, tímido, sem concretos envolvimentos sociais, com sinais esquizofrênicos. Sem sê-lo.
A segunda, terá comportamento bajulador, capacho, covarde, baixa autoestima, forte sentimento de culpa, necessidade de punição, sem opinião própria, traidor, informante, sem pudor, invejoso, já que a inveja começa com o medo que se transforma em dor que produz o ódio e se concretiza como inveja e impulso de vingança. Ego-Paranoico.
A terceira, atinge a maturidade como adulto real, solidário, altruísta, participativo, distributivo, corajoso, gentil, ético, intelecto-atuante, cultuador das artes, engajada ou engajado companheira e companheiro responsáveis pelo Mundo. Uma Democrata ou um Democrata.
NA ESCOLA
Nesse caso específico, aqui só se trata da segunda escolha: o filho ou filha que escolheu, com prazer, se identificar e acatar as imposições dos pais.
Quando a escola é privada, os pais não precisam se preocupar, visto saberem que trata-se de escola propagadora da psíquica-pedagogia-dominante do sistema capitalista: a continuidade de suas famílias. Caso a escola seja pública eles procuram conhecer a professora ou professor e passar suas recomendações sobre como devem tratar o filho ou a filha para tudo continuar triunfante como manda o modelo-repressor. Tudo na santa paz! Graças a Deus!
A professora ou o professor, que quase sempre tiveram uma infância semelhante a do aluno ou aluna (se é que se pode chamar de infância) conhece em um olhar as crianças que vieram bem encaminhadas de suas famílias.
Agora, é só colocar em prática o que já veio embalado pela família: concretizar a criança em uma ambiente socialmente mais amplo, em um um informante, um dedo-duro de seus colegas. O que ela adora, porque acredita que agrada o fessor e a fessora, como agrada os seus perfeitos pais.
– Quem tirou essa cadeira do lugar?
– Foi o Pretinho!
– Pretinho, já de castigo atrás da porta!
– Quem pegou o lápis da Carminha?
– Foi a Sonsa!
– Eu vou no banheiro e você fica vigiando a turma.
– Pode deixar professora, eu vigio bem direitinho.
– Alguém fez bagunça?
– Sim, professora! Aquelas meninas e aqueles meninos lá do fundo!
– Todos vão perder dois pontos na prova de português e matemática!
E POR AÍ VAI
No Ensino Fundamental:
– Professor, se o senhor aumentar minha nota eu digo quem sujou seu carro.
– Na hora!
No Ensino Médio:
– Obrigado professora pela nota que a senhora me deu.
– Uma mão lava a outra, não é assim?
Na Universidade:
– Professor aquela moça sentada lá no fundo, com laço lilás nos cabelos, disse que vai lhe denunciar para o chefe do departamento.
– Deixa ela comigo!
Na A-Política:
– Presidente, o governo do Brasil precisa de uma boa lição. Ele continua lhe desafiando.
– Eu sei. Eu sou como o dinheiro: eu não durmo!
Pronto! Está feito o antidemocrata! Está feito o traidor da Pátria! E ele e ela nem sabem o que é isso. Não vivenciaram esse Valor. Só podem tagarelar.
Por isso, a Democracia não os leva em consideração: Toda fala sem Substrato-Político-Social, não é Linguagem! Não Verbaliza!
Como fiz a professora, Observina: “Eu fico daqui da palhinha desta cadeira de balanço sorrindo e, ao mesmo tempo, me preocupando com tantas filhas e filhos que tiveram pais que lhe empurraram para o despudor, a traição, o ódio, a inveja e a vingança contra um Povo que não tem qualquer responsabilidade por suas infelicidades. Um povo que só quer cumprir a VIDA: SER FELIZ!”.