TRUMP, BOLSONARISTAS, EXTREMISTAS INTERNACIONAIS COMEMORAM VITÓRIA DE BOLSONARO, COM GOL DE MORAES
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Breve ilustração quase-jurídica.
Seria coincidência se houvesse coincidência. Mas, como não existe coincidência, porque a Vida é puro fluxo intensivo, portanto nada se repete, mesmo que Roberto Carlos, afirme, “eu votei, voltei para ficar”, a decisão de Moraes sobre a não-punição de Bolsonaro, tem semelhança com um caso – quase-jurídico – ocorrido no passado no Supremo Tribunal Eleitoral (STE) protagonizado pelo ex-ministro, Ayres Britto.
O CASO.
Alguns anos passados, um candidato ao cargo de deputado no Rio Grande do Sul, denunciou ao STE, um seu concorrente por compra de voto. Para o acusador, o tal candidato havia criado alguns alberges para conseguir votos através dos albergados, seus familiares e outros movidos pela compaixão. Claro que sabe-se que trata-se sentimento de culpa transformado em piedade-religiosa.
Na decisão jurídica, o ex-ministro Ayres Britto, decidiu não punir o acusado de compra de votos. E, em sua declaração, afirmou que não iria punir naquele momento, mas se ele voltasse a repetir seu ato, aí seria punido.
A pergunta: a lei deve seguir ela mesma ou a paixão-tautológica-temporal?
Em sua decisão sobre se Bolsonaro cometeu algum ato que deveria ser punido com prisão, Moraes afirmou:
“Por se tratar de irregularidade isolada, sem notícias de outros descumprimentos até o momento, […] deixo de converter as medidas cautelares em prisão preventiva, advertindo ao réu, entretanto, que, se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”.
É na advertência, “se houver novo descumprimento, a conversão será imediata”, que Moraes se assemelha a Ayres Britto
Mesmo sob medidas cautelares, Bolsonaro foi até a Câmara Federal e fez o seu mesmo discurso de ataque contra ao trabalho investigativo da Polícia Federal, a decisão da Procuradoria-Geral da República e ao Supremo Tribunal Federal que o tornou Réu por golpe contra o Estado Democrático de Direito. O que pode ser visto como descomprimento das medidas cautelares. Embora, tenha sido afirmado que ele não usou as redes sociais.
“Não roubei os cofres públicos, não desviei recurso público, não matei ninguém, não trafiquei ninguém. Isso aqui é um símbolo da máxima humilhação em nosso país. Uma pessoa inocente. Covardia o que estão fazendo com um ex-presidente da República. Nós vamos enfrentar a tudo e a todos. O que vale para mim é a lei de Deus”, afirmou veemente e ainda mostrando a tornozeleira eletrônica, a “a máxima humilhação”.
Bolsonaro, tem um Eu muito bem estruturado de elementos desviantes. Ele sabia, e sabe, que tudo que ele tagarela vai ser usado, como capital, nas redes sociais por seus iguais extremistas. Como realmente ocorreu. Ele foi o autor, embora não tenha sido praticante. Ele sabia que esse seu comportamento poderia muito bem reverberar e enganar os tolos. Ainda mais, com a proteção ianque de Trump. Ele soube explicitar que não passa de uma vítima paranoicamente perseguida pela Justiça Brasileira. Quando não é. Mas sim, um covarde golpista.
Essa decisão, como se diz no jogo de dominó, já era pedra cantada. As organizações Globo atacaram o Poder Judiciário afirmando que ele estava realizando censura contra a liberdade de expressão. Alguns empresários, com pavor de Trump, também queriam que a decisão de Moraes, fosse a que ocorreu. O próprio governo Lula torcia por um decisão ‘branda’, com alguns ministros. Assim, como outros setores que não vivenciam a Democracia como Prática Jurídica Racional.
Para algumas e alguns, essa decisão deixa transparecer que trata-se de uma decisão guiada, ‘divinamente’ pelos anseios paranoides do presidente ianque.
Ontem, na sede do partido extremista, PL, Bolsonaro, para tripudiar, passou o tempo todo tirando sarro dos que professam a Democracia, afirmando, para os repórteres: “Não posso falar”. Como dizendo: ‘Eles estão me censurando. Eu sou vítima de uma ditadura jurídica”. Na sequência, veio a sagrada notícia: Liberado, em nome da democracia!
O certo mesmo – certo de certeiro -, é que Trump, os bolsonaristas, a extrema direita internacional, e o próprio Bolsonaro, estão comemorando o gol de Moraes na pessoa do STF, com tabelinha de todos que pretendiam que assim fosse. Alguns até oraram e rezaram.
Como ilustra, Dona Percepnilda: “Tem muitos que para se auto-confortarem, dizem: “Mas ele vaia ser preso. É só uma questão de tempo. Essa decisão foi só para não conceder munição para ele e seus nazifascistas. Mas, tem aquelas e aqueles que reverenciam Geraldo Vandré, cantando: “…Esperar não é saber. Quem sabe faz a hora não espera acontecer”.