UMA RÉPLICA DE BOLSONARO, AFIRMOU QUE “TODO MUNDO JÁ PENSOU EM MATAR ALGUÉM”. NÃO! SÓ OS COM TRANSTORNO HOMICIDA DA PERSONALIDADE
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Primeiro, vamos evitar uma violência epistemológica gravíssima provocada pela réplica de Bolsonaro ao afirmar que “todo mundo já pensou em matar alguém”.
A réplica, usa o verbo pensar que é um dos principais verbos da semiótica-humanizante, já que encontra-se implicitamente ligado ao conhecimento fundante da Vida. O que significa: nem todas as pessoas pensam. Principalmente, os sujeitos-sujeitados pela dor imposta em suas infâncias através da repressão provocada pelos pais que leva à inibição do ato de pensar. Daí o mundo de não-pensantes.
O que ocorre é que a maioria das pessoas confunde imaginar com pensar. “Eu estava pensando em você”. Não estava pensando. Estava lembrando. Como também confunde com raciocinar. A maioria dos professores de matemática raciocina com seus problemas escolares, mas acredita que pensa. Imaginar como raciocinar não é pensar. Só há pensamento como Acontecimento, como Novo. Como Transformação do já está posto.
É por isso que todo ditador, como não pensa, tem pavor do Pensamento. Principalmente da Filosofia. Assim, como muitos escrevem teses de mestrados e doutorados, mas não pensam, tudo não passa de raciocínio e imaginação. Como afirmou uma adolescente: “É mais fácil imaginar do que pensar”. É verdade, esta a razão de tantas religiões e fiéis.
Quem observa a réplica de Bolsonaro, sabe que ele não pensa. Daí, sua violência epistemológica-semiótica ao usar a frase, para defender o modelo que ele é réplica, “todo mundo já PENSOU em matar alguém”. Daí,sua petulância em querer ser um Filósofo e usar destrambelhadamente o verbo-cognoscitivo: PENSAR. Aliás, o Congresso Nacional, encontra-se repleto de parlamentares que só imaginam. E não é imaginação-criadora, que essa é necessária em uma DEMOCRACIA, como mostra o filósofo, Spinoza: a DEMOCRACIA é produto da Imaginação-Razão.
Mas, a psiquiatria chega diagnosticando a violência-epistemológica-semiótica: Todo indivíduo que imagina matar alguém, sofre de Transtorno Homicida da Personalidade. É um transtorno mental também conhecido como Desordens Funcionais da Personalidade. E quando se constrói um plano de assassinato triplo, aí se confirma, triplamente, o Transtorno Homicida da Personalidade. A diferença – se é que tem diferença – é só da ordem da execução, pois já se encontra atualizado na mente.
Quando Ronnie Lessa, planejou matar Marielle, ele já à via assassinada. E, mais: ele não pararia enquanto não à visse morta na objetividade. Esse é o cuidado que se tem que ter com indivíduos com esses tipo de Transtorno Homicida da Personalidade.