E POR FALAR EM CPI DE PLÍNIO VALÉRIO, A CABOCADA AMAZONENSE SABE DO MUNDO POLÍTICO QUE ELE VIVEU, E VIVE, PORTANTO, DO QUE ELE CHAMA DE SUAS VERDADES
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O mundo alcunhado de político que Plínio Valério viveu, e vive, no Amazonas, é por demais conhecido da cabocada da terrinha de Ajuricaba que tem memória e não se deixa engabelar ou iludir, já que a ilusão é uma deformação do real em privilégio ao subjetivo.
Valério sempre esteve envolvido com as figuras que mandavam e desmandavam no Amazonas, desde o tempo em que era vereador-reacionário, sem contar com a proteção de um dos maiores veículos de comunicação do Amazonas. O que lhe auxiliou em sua eleição para senador. Concretizando outdoor que, no passado, distribuiu pela cidade de Manaus, desnarcisadamente se auto-promovendo.
Valério tenta impor sua verdade de amazônida que é muito diferente da maioria dos amazônidas. Afirma que “conhece a Amazônia como a palma da mão”. E os outros amazônidas, perguntam: “Que mão?”.
Não é porque se nasceu no interior, como Eirunepé, onde ele nasceu, que se é mais amazônida que a maioria. O ex-governador do Amazonas, Amazonino Mendes, nasceu também lá. Pauderney Avelino, também. E o professor da UFAM, Aldair Oliveira, também lá nasceu. A Amazônia é imensa, não se sintetiza em Plínio Valério.
Ele fala do complexo do colonizado brasileiro. Se colocar simuladamente em defesa da Amazônia, não é agradecer ao colonizador? Pedir sua bênção? Ou, obrigado ‘papi’?
Leia a verdade de Valério.
“Isso me leva sempre a falar do complexo do colonizado que o brasileiro tem. Eu sou da Amazônia, caboclo de beira de rio, estou senador da República e fico dizendo que isso tudo aqui é mentira, mas os brasileiros acabam acreditando no Leonardo DiCaprio, na Gisele Bündchen, no [Emmanuel] Macron [presidente da França], preferem acreditar neles do que num caboclo da região que conhece a Amazônia como a palma da mão”, disse Plínio Valério, na tribuna do Senado.
Como diz a atriz, Betinha Bolerão:“Por que ele o Plininhozinho não disse, para fortalecer sua vocação política tão invejada, que também, como Leonardo DiCaprio, também se envolveu com teatro? Ah! Não gostei! Ficam meus protestos!”.