MILAN KUNDERA, AOS 94 ANOS, A INSIGNIFICÂNCIA, A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER, LIVRO DOS AMORES RISÍVEIS, O LIVRO DO RISO E DO ESQUECIMENTO,… LEMBRANÇA DE KUNDERA PARA O GOVERNO LULA: “A LUTA DO MOMEM CONTRA O PODER É A LUTA DA MEMÓRIA CONTRA O ESQUECIMENTO”
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Milan Kundera, cidadão tcheco, enfrentou a paranoia stalinista, principalmente, quando da invasão stalinista em sua terra. Perseguido, teve que se exilar, em 1975, na França, onde conseguiu respirar como talentoso escritor-existencialista onde algumas de sua obras tratam exatamente da liberdade como fundamento ontológico humano.
Com sua chagada ao Ocidente, seus livros passaram a encabeçar a lista internacional dos mais vendidos e lidos concorrendo com muitos escritores que já tinha se solidificados no universo literário internacional. Muitos profundamente medíocres, babás-rasas da estupidez-burguesa que nem sequer sabe soletrar lé com cré.
Porém, de saída, sua obra que mais cativou o leitor mundial, foi A Insustentável Leveza do Ser. Obra literária lida até por quem não tinha qualquer interesse pelas enunciações-literárias tal a fundamentação humanista-libertária.
Deste momento em diante, sua carreira Ocidental de escritor talentoso, respeitado e invejado – o instinto de inveja é um dos elementos reativos de muitos escritores ocidentais, diria o filósofo, Nietzsche – estourou a boca do balão, em linguagem festiva-junina.
Porém, Kundera nunca se acomodou ao enganador sossego da paz do sucesso e da paz de exilado em Paris. A Nação das Luzes. Ele sabia que os tentáculos soviéticos do ‘comunismo’-stalinista-capitalista tinham imensa garras. Sabia muito bem de Trostky e que o México era longe. Mas, “Longe é Um Lugar Que Não Existe”.
Com sua verve de escritor-exuberante, Kundera escreveu obras e obras inigualáveis. A Insustentável Leveza do Ser, A Brincadeira, O Livro do Riso e do Esquecimento, Risíveis Amores, A Imortalidade, A Identidade, A Festa da Insignificância, Os Testamentos Traídos, A Cortina, Um Encontro, Jacques, e seu mestre, homenagem a Denis Diderot, em três atos (Teatro), A Vida Está Em Outro Lugar, entre outros.
Com sua percepção e concepção de escritor-filosófico, Kundera é um singelo, engajado e incomum crítico da chamada pós-modernidade. Com sua Vontade de Potência de perceber como seu conterrâneo, Kafka, criou a frase revolucionária:
“A Luta do Homem Contra o Poder é a Luta da Memória Contra o Esquecimento”.
Em um tempo em que Lula, pessimamente auxiliado pelo inimigos-íntimos, inclusive falsos-petistas – como Jacques Warner que luta pela recondução de ARAS na PGR -, que lhe faz posiciona-se contra a beleza-superior da DEMOCRACIA, abrindo as porteiras para os nazifascistas, principalmente do Centrão, e não lembrando a lição-política-brechteana do humorista, Millôr Fernandes: “Quem se abaixa ao opressor mostra a bunda ao oprimido“, seria uma decisão honradamente-política, para a grandeza do Brasil, Lula ouvir a enunciação-política de Milan Kundera em relação ao pervertido esqueleto do poder-nazifascista. Caso contrário, prevalecerá a Insustentável Leseira do Não-Ser!
Vai, Lula! Escolhe! Ou Millôr ou Kundera. Para a DEMOCRACIA como POTÊNCIA-POVO, seria melhor os dois!
Então, a POTÊNCIA-POVO bradará: KUNDERA! MILLÔR! PRESENTES!