PGR REFORÇA PEDIDO POR ACESSO TOTAL A CELULAR DE VORCARO NO STF

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Órgão pede que ministros conheçam íntegra de dados antes de sessão sobre mensagens envolvendo Alexandre de Moraes.

Paulo Gonet, Procurador-Geral da República. Foto: Foto: Leobark Rodrigues/Secom/MPF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou neste sábado (12) uma nova manifestação ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, insistindo para que todos os integrantes da Corte tenham acesso integral aos dados extraídos do celular do ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro. O movimento busca destravar o material antes do julgamento marcado para a próxima terça-feira (15).

O documento é assinado pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet, pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho e pelos subprocuradores-gerais Antônio Edílio Magalhães Teixeira e André de Carvalho Ramos. No texto, a PGR reitera que a extensão do acesso a todo o colegiado é indispensável para a análise do processo.

“Da mesma forma, parece-nos relevante, sobretudo e especialmente dadas as peculiaridades da causa, que todos ministros tenham conhecimento prévio da integralidade dos dados necessários para a formação de juízo sobre o tema posto em debate“, escreveu Gonet na manifestação.

Pressão sobre Mendonça

A manifestação do Ministério Público Federal alinha-se à pressão exercida por ministros da própria Corte nos últimos dias. Os ministros Cristiano Zanin, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes defenderam abertamente a liberação do conteúdo completo do aparelho apreendido pela Polícia Federal.

Em ofício encaminhado à Presidência do STF, Gilmar Mendes argumentou que a restrição de dados compromete o princípio da colegialidade. O ministro defendeu que, caso o relator do caso, ministro André Mendonça, não compartilhe os arquivos, Fachin requisite as cópias diretamente à Polícia Federal.

Zanin também contestou a tramitação reservada do material, destacando que a própria defesa de Vorcaro já obteve acesso aos dados. Moraes reforçou a crítica à condução do processo: “Não cabe ao ministro relator escolher quais os documentos acessíveis ao Colegiado para realizar seu julgamento“, afirmou em documento enviado ao tribunal.

Impasse sobre as provas

O impasse central gira em torno da custódia e do compartilhamento dos arquivos obtidos a partir do iPhone de Vorcaro. O relator, ministro André Mendonça, informou a Fachin que o aparelho físico permanece sob custódia dos depósitos da Polícia Federal para garantir a preservação da cadeia de custódia da prova. Mendonça declarou que mantém em seu gabinete apenas uma cópia de segurança enviada pela PF em março de 2026, armazenada em disco rígido criptografado e mantida lacrada.

Paralelamente, o presidente do STF rejeitou neste sábado um pedido para julgar em conjunto a representação contra Moraes e as acusações relativas à atuação do próprio relator, André Mendonça, nas investigações sobre o caso Master. Segundo Fachin, a apuração envolvendo Mendonça encontra-se em fase preliminar de instrução e não possui maturidade processual para ser levada ao Plenário na sessão de terça-feira.

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