DIRETOR-GERAL DA PF QUER PROIBIÇÃO PARTIDÁRIA DE POLICIAIS FEDERAIS

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Em entrevista, Andrei Rodrigues diz policial interessado em candidatura terá de ser exonerado e cumprir período de quarentena

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pretende apresentar ao ministro da Justiça, Flávio Dino, uma proposta de lei que proíba a filiação partidária de policiais federais.

Em entrevista ao jornal O Globo, Rodrigues afirma que a proposta será feita neste próximo semestre – caso o policial queira se candidatar, ele obrigatoriamente terá de pedir exoneração do cargo e cumprir um período de pelo menos dois anos de quarentena.

Segundo Rodrigues, a instituição foi usada várias vezes, e quem quiser fazer política partidária “está no lugar errado”, lembrando que a PF foi usada para que o policial/candidato se projete e use a instituição em proveito próprio.

Além disso, o diretor-geral apontou também a regulação do uso do símbolo da PF nas redes sociais para fins pessoais e atividades que não sejam ligadas à instituição, como forma de evitar o uso indevido da imagem da instituição.

Sobre eventuais interferências na PF, Rodrigues afirmou que nem o presidente Lula e nem o ministro da Justiça, Flávio Dino, interferem em sua atuação atualmente, mas que ele não pode falar sobre a gestão passada.

“Hoje, a polícia vive um novo momento. Tive autonomia para escolher os diretores e os superintendentes. Tenho passado a mensagem clara de que agora vivemos um momento de estabilidade, com autonomia para trabalhar. Vamos fazer operações com independência e responsabilidade, focados na qualidade da prova”, afirmou o diretor-geral da PF.

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