BOLSONARO, GENERALIZA E DIZ QUE “O BRASIL ESTÁ DE LUTO”, MAS O LUTO É A PERDA DO OBJETO AMADO, E QUEM AMA ELE SE “O AMOR É A ALEGRIA ACOMPANHADA DE UMA CAUSA EXTERIOR E O ÓDIO É A TRISTEZA”, COMO MOSTRA, SPINOZA?
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Não precisava de demonstração, bastava entender o filósofo holandês, Spinoza, com seu AFETO-AMOR. Porém, como todo fascista sofre de anulação-epistemológica, se faz necessário breve demonstração sobre o luto.
Para, Freud, o luto é a dor que alguém vivencia pela perda do objeto amado. O luto é a comprovação que a pessoa enlutada investiu em seu objeto amado sua libido-narcísica que lhe torna um ser exteriorizado. Objetificado, já que a energia libido-narcísica encontra-se no interior do investidor. Por essa fundamentação se afirma que o mais importante é amar do que ser amado. Amar é ir de encontro ao Outro lá fora.
Com a perda do objeto amado, a libido-narcísica volta para a pessoa que a investiu no Outro que desapareceu. Entende-se, então, que só entra no estado de luto quem ama, porque amar o Outro é amar a si mesmo no Outro.
Por isso que se afirma que o nazifascista não ama ninguém, pois ele nunca ama a si mesmo. Insuportável em-si, egocêntrico, ele não se percebe como ser-no-mundo, impedido que se encontra por um ego-anuladamente-paranoico.
Neste quadro, pode-se afirmar que mais uma vez Bolsonaro mentiu, visto que os democratas não o amam e nem os seus iguais também, já que estes não se amam. Logo, não há luto por Bolsonaro. Como se sabe, seus iguais são dominados pelo ódio. E como afirma o filósofo, Spinoza, “o ódio é a tristeza acompanhada de uma causa exterior”.
E qual é a causa exterior que produz o ódio? O afeto-triste: inveja!