MILITARES QUE SE ESCONDEM ATRÁS DO EXÉRCITO SÃO UMA PRAXE BRASILEIRA, DIZ JANIO DE FREITAS, MAS CASO DE PAZZUELO É “COVARDIA”

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Alex Pazzuelo/Secom

POLÍTICA
09/05/2021.

Da Redação Viomundo.

Treinados para o combate e valentes nas redes sociais e nos comunicados do Clube Militar, os militares brasileiros fogem das suas responsabilidades e se escondem atrás da instituição militar — uma casta que está acima da lei — escreve hoje em outras palavras o colunista Janio de Freitas, da Folha.

Janio trata do caso do general do Exército Eduardo Pazzuelo, supostamente especialista em Logística, que comandou de forma desastrosa o ministério da Saúde e prostrou-se diante das ordens negacionistas do tenente Jair Bolsonaro.

“Militares valendo-se do Exército para fugir da responsabilidade por seus atos, convenhamos, até parece parte da concepção de ética militar. Os generais que mantiveram a ditadura de Getúlio, os do golpe de 64, do golpe de 68, os oficiais da tortura e dos assassinatos, os do Riocentro, esses e muitos outros construíram a praxe”, escreveu Janio.

Pazzuelo arranjou uma desculpa esfarrapada para não depor na CPI da Covid e, para espezinhar os integrantes da comissão, encontrou-se com o ministro da Casa Civil Onyx Lorenzoni, apesar de supostamente estar em isolamento social por contato com subordinados contaminados pela covid.

Como ele é general da ativa, colegas acreditam que um depoimento de Pazzuelo poderia ser visto como uma afronta ao Exército e, ao mesmo, desmoralizador da farda.

Janio não acredita que o Exército institucionalmente está apoiando Bolsonaro: “É covardia, a mesma covardia que o impediu de repelir ordens contrárias ao bom senso, ao dever do cargo e à vida de milhares”.

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