Não houve identificação de transmissão interna, segundo o tribunal, já que as pessoas infectadas não conviviam diariamente. As pessoas que manifestam sintomas são afastadas e só retornam presencialmente ao tribunal depois do resultado negativo.
O STF ainda não sabe quando retornará aos trabalhos presenciais, justamente pelo temor de disseminação da Covid-19. A cidade de Brasília ainda enfrenta um ritmo acelerado de infecções.(…)
A dúvida da data de retorno torna também incertos os destinos de alguns julgamentos. Um deles é o da suspeição de Sergio Moro na condenação do ex-presidente Lula no caso do triplex.
(…)
.x.x.x.
PS: O HC sobre a parcialidade de Moro poderia ser julgado em sessão virtual, porém Gilmar Mendes disse que o julgamento ocorrerá em sessão presencial, que não tem data para ocorrer.
O HC está com o ministro desde dezembro de 2018, depois que votaram Edson Fachin e Carmem Lúcia. Eles foram contra a concessão do HC. Gilmar, em vez de votar, pediu vistas.
Em junho de 2019, depois que estourou o escândalo da Vaza Jato, ele disse que devolveria a ação para julgamento e sinalizou que votaria pela parcialidade de Moro. Em seguida, devem votar Ricardo Lewandowski e Celso de Mello. A tendência, na avaliação de juristas, é que também concedam o HC.
Porém, em razão da decisão de Gilmar Mendes de só reiniciar o julgamento quando as sessões presenciais voltarem, isso poderá ocorrer depois da aposentadoria de Celso de Mello, com a presença de um ministro indicado por Bolsonaro e aprovado pelo Senado.
As sessões presenciais foram suspensas em razão da pandemia.
Diminuem, portanto, a chance de concessão do HC e o resgate dos direitos políticos de Lula.
O golpe dado em 2016 ainda está em curso, ao que esse movimento indica.