DELAÇÃO QUE ATINGE MORO REFORÇA “FÁBRICA DE DINHEIRO E MALFEITOS” DA LAVA JATO

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“O Moro sempre foi a favor da delação, mas a que pode desmascará-lo como homem ético, ele não quer”, diz Marcelo Uchoa sobre o acordo de Tacla Duran com a PGR

Jornal GGN – O professor de Direito Marcelo Uchôa, da Universidade Federal de Fortaleza, disse em entrevista à Rádio Brasil Atual que a delação de Rodrigo Tacla Duran tem potencial para expor a indústria da delação premiada criada pela Lava Jato em Curitiba e desmascarar o ex-juiz Sergio Moro.

“A Lava Jato era uma fábrica de dinheiro para algumas pessoas. E uma fábrica de malfeitos para toda a sociedade. O Moro sempre foi a favor da delação, mas a que pode desmascará-lo como homem ético, ele não quer”, disparou.

Nesta semana, a Folha revelou que a defesa de Tacla Duran assinou um acordo de confidencialidade com a Procuradoria-Geral da República sob Augusto Aras, que retomou as negociações em torno de uma colaboração premiada.

Para Uchô,  a “PGR faz isso, agora, com o objetivo de minar o Moro, comprando a briga do presidente da República. A manifestação do Tacla Duran é para mostrar que a Lava Jato está coberta de atos políticos e ilícitos”, afirma Marcelo Uchôa.

Em nota, Moro se disse surpreso pela retomada do acordo de delação e afirmou que as acusações de Duran foram arquivadas em 2018. Moro trata o advogado como um “criminoso foragido”. A questão é que a Lava Jato foi erguida em cima de vários personagens que tiveram de admitir seus crimes para conseguir benefícios.

Além disso, Moro não quer ouvir Tacla Duran acusando seu padrinho de casamento, Carlos Zucolotto, de ter cobrado 5 milhões de dólares em propina para ajudar o investigado a conseguir um acordo vantajoso com os procuradores de Curitiba.

A delação nesse sentido seria um tiro no coração do lavajatismo e na imagem de herói criada por Moro nos últimos anos.

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