1964-1985: DITADURA MILITAR – OS NAZIFASCISTAS E OS CANALHAS, CANALHAS, CANALHAS NÃO ENVELHECEM

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“Este é país que vai pra frente/ Eu te amo meu Brasil eu te amo, ninguém segura a juventude do Brasil/ Brasil, ame-o ou deixe-o.”

Os versos das músicas patrióticas e slogan usados no governo de Emílio Garrastazu Médici foram muito utilizados no Brasil como recurso ufanista de amor à pátria.

Há exatos 56 anos, no dia de hoje, civis e militares depuseram da presidência da República o homem que promoveria a Reforma de Base e que beneficiaria os trabalhadores das cidades e do campo. Neste dia, João Goulart, o Jango, sofreu um  golpe de Estado e para não ser preso exilou-se no Uruguai.

Neste dia, civis e militares assumiram o governo. Os generais do exército: Castelo Branco, Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo tornaram-se presidentes.

A História não pode ser escamoteada. Com Costa e Silva e Médici viveu-se os anos de chumbo.

Foi durante o governo de Artur da Costa e Silva que instituíram o AI-5. Era o dia 13 de dezembro de 1968. Esse ato não tinha prazo de vigência, decretou o fechamento do Congresso Nacional e autorizava o presidente a decretar estado de sítio por tempo indeterminado, demitir pessoas do serviço público, cassar mandatos, confiscar bens privados e intervir em todos os Estados e municípios.

Depois do AI-5 a repressão contra todos que contestavam o regime e eram contra o golpe de Estado aumentou. Prenderam, torturaram e mataram.

Promoviam castigos cruéis, desumanos e degradantes como: pau-de-arara, choque elétrico, “pimentinha”e dobradores de tensão, afogamentos, cadeira do dragão de São Paulo e do Rio, geladeira, insetos e animais, produtos químicos e lesões físicas.

Morreram muitos brasileiros e brasileiras: Antônio Fonseca Fernandes Filho, Áurea Eliza Pereira Valadão, Durvalino de Souza, Caiuby Alves de Castro, Lúcia Maria de Souza, Paulo Stuart  Wright, Stuart  Edgar Angel Jones, Miguel Pereira dos Santos, Suely  Yomiko Kanayama, Dinalva Oliveira Teixeira, José Roman dentre centenas de outros, há os desaparecidos, os que foram jogados no meio do Oceano Atlântico que não sabemos para onde as correntes marinhas os levaram.

Na ordem do dia que os generais e militares bolsonaristas irão ler nos quartéis hoje, isso não será mencionado, assim como eles não mencionarão que nesse período havia muita corrupção, entrega de nossas empresas para o capital estrangeiro o que rendeu uma obra do Ricardo Bueno, publicado pela Editora Vozes, chamado o ABC do Entreguismo Brasileiro. É desse período o grande endividamento externo do país (FMI) e a subserviência aos Estados Unidos da América.

Para os que defendem o retorno do regime militar, o fechamento do Congresso Nacional e do STF a polícia tem mostrado como é o emprego da força. O regime que reivindicam não foi instituído e já  reclamam da violência e chamam pelo seu capitão. Teve empresário, e empresária em Belém do Pará que choraram e se urinaram, quando viram a dita chegando.

É isso. Os nazifascistas não morrem, mas, ditadura nunca mais.

 

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