PDT E PADILHA VÃO À JUSTIÇA CONTRA CAMPANHA DE BOLSONARO, ENQUANTO CARREATAS PEDEM RELAXAMENTO DE MEDIDAS PARA CONTER PANDEMIA

0
paulo-guedes-e-jair-bolsonaro-mascaras
Reprodução vídeo

DENÚNCIAS


27/03/2020.


Carreata em Curitiba e panelaço no bairro de Pinheiros, em São Paulo

Bolsonaro está preparando uma campanha publicitária para chamar o povo para voltar às ruas! É genocídio! O PDT Nacional vai entrar na Justiça pedindo a suspensão desta aberração! É o ÚNICO governante no MUNDO a fazer isto… Ciro Gomes, no twitter

Carreatas e buzinaços organizados com apoio do (des)governo Bolsonaro em todo o país para incentivar população a sair do isolamento, se infectar e contaminar os demais. De dentro de carros por que não querem se infectar? Luizianne Lins, ex-prefeita de Fortaleza, no twitter

Da Redação

Organizados através das redes sociais, bolsonaristas estão fazendo carreatas em cidades brasileiras para pedir a volta imediata ao trabalho.

hashtag Carreata explodiu no twitter — com oposicionistas respondendo com imagens de caminhões do Exército italiano, convocados para transportar corpos dos mortos pelo coronavírus no país.

Governadores de Santa Catarina, Rondônia e Mato Grosso, aliados de Bolsonaro, anunciaram o relaxamento de medidas de isolamento social.

Trata-se, portanto, de uma ofensiva organizada no alto escalão do governo federal.

O pedetista Ciro Gomes e o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha anunciaram que vão entrar na Justiça contra a campanha publicitária que Bolsonaro pretende promover, pregando o relaxamento de medidas de contenção da pandemia.

“Brasil não pode parar”: campanha de Bolsonaro contra isolamento vai parar na Justiça

Para deputado, peça publicitária do governo federal, que pede aos brasileiros saiam do isolamento, é “criminosa”

Igor Carvalho, no Brasil de Fato

O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP) entrou com uma ação no Tribunal de Contas da União contra o governo federal, por conta da campanha publicitária “Brasil não pode parar”, que custou R$ 4,8 milhões aos cofres públicos [sem licitação, acrescenta o Viomundo], e que pedirá que a população interrompa a quarentena e saia às ruas, em meio à pandemia do coronavírus, que já provocou 77 mortes no país, além de 2,9 mil contaminações.

“A atitude de Bolsonaro e de seu ministro de Comunicação é criminosa, porque tenta colocar uma parte da população contra os profissionais de saúde, especialistas e autoridades sanitárias, que estão preocupados em salvar vidas”, explica Padilha, que lembra de uma campanha similar feita pela prefeitura de Milão, na Itália, um dos países mais atingidos pela doença.

“É duplamente criminosa porque ela é quase uma cópia de uma campanha feita pela prefeitura de Milão. E o prefeito de Milão ontem pediu desculpas por essa campanha, depois de acumular mortes e caixões. Ela é criminosa porque utiliza recursos públicos que deveriam estar sendo utilizados para comprar máscaras, kits de diagnósticos ou recursos para os hospitais”, aponta.

Para o deputado, Bolsonaro se equivoca quando tenta antagonizar lucro de empresas com a saúde da população

A campanha

Contratada após decreto emergencial do governo federal, a campanha “Brasil não pode parar” fará a divulgação do “isolamento vertical” defendido por Jair Bolsonaro, que consiste em priorizar a quarentena para grupos de riscos e idosos, liberando os demais para voltarem à rotina de trabalho.

Condenada por especialistas, a tese poderá ir ao ar ainda no próximo final de semana, mas já estaria, de acordo com a revista Época, circulando em grupos de Whatsapp da militância bolsonarista.

“Para os pacientes das mais diversas doenças e os heróicos profissionais de saúde que deles cuidam, para os brasileiros contaminados pelo coronavírus, para todos que dependem de atendimento e da chegada de remédios e equipamentos, o Brasil não pode parar. Para quem defende a vida dos brasileiros e as condições para que todos vivam com qualidade, saúde e dignidade, o Brasil não pode parar”, afirma o locutor da campanha.

Edição: Leandro Melito

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.