IRÃ AMEAÇA RETALIAR CONTRA GRÉCIA SE PAÍS PERMITIR USO DE SUAS BASES MILITARES PELOS EUA

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ORIENTE MÉDIO E ÁFRICA
16.01.2020.

O jornal grego informou nesta segunda-feira (13) que a República Islâmica do Irã advertiu que a utilização de bases militares dos EUA na Grécia seria considerada um “ato hostil” e que o governo do país persa retaliaria “de forma clara de decisiva”.

O diário grego escreveu que “a advertência veio por meio de uma carta enviada pela embaixada iraniana em Atenas ao jornal Kathimerini, que foi publicada no dia 10 de janeiro. O aviso dizia respeito a uma matéria divulgada no jornal no dia 6 de janeiro que afirmava que “a Grécia se envolverá de alguma forma no caso de uma operação dos EUA contra Irã, ‘mas não com navios de guerra […] devido ao equilíbrio de forças extremamente frágil’ no Mediterrâneo Oriental”.

A embaixada iraniana advertiu que “a Republica Islâmica deixou muito claro que, no caso de uma guerra liderada pelos EUA contra o país, a permissão de uso de bases [militares] por qualquer país ao invasor americano será considerada como um ato hostil e que Teerã mantém o direito de responder de forma clara e decisiva”, conforme relata o The Jerusalem Post.

Há pouco, o primeiro-ministro da Grécia Kyriakos Mitsotakis disse apoiar a operação norte-americana que matou o major-general iraniano e chefe da Força Quds da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani.

O ministro de Relações Exteriores da Grécia, Nikos Dendias, declarou no sábado (11) que o Irã emitiu uma nota diplomática ao governo grego relativamente às afirmações feitas pelo premiê grego Kyriakos Mitsotakis durante a sua visita a Nova York na semana passada relativamente ao assassinato planejado do major-general iraniano Qassem Soleimani, aponta o diário grego.

Mitsotakis disse em Washington: “Somos aliados dos EUA, por isso, estamos ao lado de nossos aliados em tempos difíceis. Entendo que esta decisão em particular foi tomada levando em consideração o que é o interesse nacional dos EUA e nós defendemos essa decisão”.

morte do general Soleimani em 3 de janeiro por um drone norte-americano levou à subida de tensões na região.

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