LULA SE NEGOU A SER ENTREVISTADO POR PADILHA, O DO ‘MECANISMO’ QUE REPRODUZIU A FANTASIA PERSECUTÓRIA DA LAVA JATO

PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

 

A palavra cinema significa, em grego, kinema, movimento. Pode-se entender também como movimento-dialético: o que expressa o novo. No contexto estético, cinema significa imagem em movimento. Nos dois casos, movimento é sempre a significância do novo. Assim, qualquer movimento que não seja substancialmente a expressão do novo não pode ser tido nem como arte nem como mudança.

Entendendo o cinema como imagem em movimento, onde as imagens não surgem como esteriótipos, clichês, imagem desativadas que correspondem apenas a objetividade-cristalizada, o já posto e sedimentado, pode-se entender a diferença entre o cineasta e o copiador da objetividade alienada-alienante. Entende-se nesta perspectiva que cinema é a arte o filme a película. O cinema é o pensamento-estético do cineasta. A película a matéria onde qualquer imagem pode ser imprimida. Principalmente a imagem-morta usada como produto-comercial pelos edipianizados, os que não têm olhos para perceber o espiritual-movente. O que cria a arte-movimento. 

A história-movente do cinema se mostra exclusivamente pelos olhos de Miéliès, Chaplin, Sérguei Eisenstein, Vertov, Pudovkim, Godard, Resnais, Welles, Hitchcok, Buñuel, Antonioni, Lina Wertmuller, Pasolini, Bergmam, Rossellini, Gravas, Fellini, Visconti, Kubrick, entre outros que consubstancialmente significaram com suas imagens-movimento o mundo. Ou como diz o filósofo Deleuze, com seus blocos de imagens.

Distante, em um mundo perdido, rodeado de imagens-clichês, imagens-estereótipos, imagens-cristalizadas, encontram os copiadores da objetividade-alienada-alienante, os em retina-ontológica, os que pela força do glamour, são confundidos com cineasta. Os que respondem, fielmente, a semiótica-imagética-paranoica do sistema capitalista. Os desprovidos de visão que não sabem que não há cinema na zona-escura do capitalismo, visto que cinema é luz. Sem luz não há percepção da clareza do objeto. Só obnubilação de imagens-desativadas. A insensibilidade-visual que impede que o claro do objeto, como movimento, seja filmado. Para os copiadores, a luz é a obscuridade-burguesa. Elemento impulsionador de seus filmes. 

Lula, que não é cineasta, mas é ser luminoso, não iluminado pela falsa luminosidade-burguesa, se negou a ser entrevistado pelo filmista-copiador, José Padilha. O filmista-copiador em sua obscuridade-burguesa, copiou a fantasia persecutória da Lava Jato imaginada por Sérgio Moro, Dallagnol e Cia e apresentou em sua película Mecanismo. Com o único objetivo: atingir Lula e as esquerdas, e, de quebra, a economia do país. Tudo que fez a Lava Jato. Tratou-se de um claro lance de oportunismo para lucrar sobre uma platéia imobilizada pelo seu sentimento de culpa pessoal transformado em indignação social como sublimação do trauma-infantil, e impossibilitada da experiência da luz-cinema, resultante de sua atrofiada-moral de classe e, ao mesmo tampo, se passar como inimigo da corrupção porque era um brasileiro-patriota. 

Lula, com sua sabedoria-cinematográfica, mostrou que José Padilha não passa de um pobre filmista-copiador. E a prova veio com o próprio Padilha, que depois das publicações do site Intercept, dirigido pelo insigne e corajoso jornalista Glenn Greenwald, agora afirma que se enganou com Moro. Uma prova de que ao acatar a objetividade-alienada-alienante apresentada por Moro e seus semelhantes como argumento de seu Mecanismo, confirmou que não pode ser tido como cineasta como pensa o cineasta-filósofo, poeta, crítico francês Hené Clair, que para ele “o maior elogio que se pode fazer ao autor é dizer que ele tem o sentido do cinema”, significante-significado que José Padilha não tem. Se tivesse, teria visto que o mecanismo real para ser filmado, em verdade, seria o que fora estruturado pela Lava Jato seguindo o roteiro capitalista-norte-americano. Com todas suas trapaças, ameaças, correrias, com um único plano geral (Plano no cinema significa o enquadramento de uma porção do tempo-espaço. Exemplo: plano geral como filmagem de uma vasta paisagem, uma multidão, etc) de lucro. O que é argumento-roteiro próprio do filme comercial para o entretenimento dos incautos com suas sensibilidades anestesiadas e a cognições atrofiadas.

Lula não é cineasta, mas tem “o sentido do cinema”. Ao se negar ser entrevistado por Padilha, ele mostrou essa sensibilidade-estética-cinematográfica. É por esse talento que ele sempre aparece em grande plano no ecrã: o rosto que se expressa em detalhe em sua singularidade-política. O grande plano que nenhum filmista-copiador pode enquadrar com sua obtusa-objetiva.  

 

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