AFINSOPHIA: COISA DE BOLSONARO: NA ARGENTINA, ELE PEDE PARA O POVO VOTAR “COM A RAZÃO E NÃO EMOÇÃO”. .

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PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG

Não precisava o jornal francês Le Monde afirmar que no Brasil se vive uma ‘idiocracia’, dado o grau de inteligência de Bolsonaro. Não precisava, porque a maior parte da população brasileira sabe que o no evento Bolsonaro o que mais é exibido despudoradamente é a ausência de inteligência. Principalmente, para administrar a coisa pública, assim, como os temas produzidos pelas relações sociais, como os direitos dos cidadãos.

Como é sabido até pelas pedras que não rolam, por isso criam limo, a razão é a Substância primordial da natureza humana. Embora todos os seres, em seus modus de ser, também expressem a razão como essência do existir. Porém, no homem, a razão é o devir que movimenta as criações do mundo sócio-cultural, o reflexo da práxis e poiesis humana. O devir que coloca o homem em movimento contínuo transcendente. A sua continua ultrapassagem como ser-ontológico. Assim, razão é pensamento que se movimenta como produção e criação infinita.

Dessa produção sócio-cultural surgiu a razão instrumental: a racionalidade do homem como praticante de seu ambiente. O que significa que todos podem, através de sua razão instrumental, atuar no mundo, tanto para seu benefício como para o benefício da comunidade. Entretanto, alguns não alcançam o sentido racional de comunidade, e permanecem isolados em suas particularidades instrumentais.

Como mostra o filósofo Spinoza, o conhecimento tem seus graus. E o mais baixo grau de conhecimento é o do ter ouvido e visto. O conhecimento de onde sai os preconceitos e a imaginação-supersticiosa. Infelizmente, para o mundo, há um número muita grande se sujeitos-sujeitados dominados por esse baixo grau de conhecimento tanto fora das instituições como dentro delas. Estes não podem ter qualquer comprometimento e responsabilidade pela história do mundo e de seus países.

Daí, que estes são os que não chegaram aos dois graus superiores do conhecimento: o segundo e o terceiro. São os que não podem ir além de suas realidades privadas. O que não serve para a sociedade-democrática. Bolsonaro, se tomando como um filósofo-epistemológico, no meio do forte protesto contra sua presença na Argentina, protegido pelo desgoverno Macri, resolveu servir de conselheiro democrático do povo argentino, “conclomo, canclomo” o povo argentino:

 “Eu chamo do povo argentino para que eles terão pela frente em outubro. É uma decisão que você tem que levar com a razão e não emoção. Como fizemos no Brasil, onde havia uma grande responsabilidade para decidir o país de futuro”.

Como se sabe, a eleição de Bolsonaro foi a verdadeira demonstração da desrazão. Tratou-se de votação impulsiva, onde elementos irracionais se transformaram em sublimação de traumas familiares em forma de vingança, impulsionada pelo ódio e o medo. Sem ninguém desconfiar que no ódio, que é produto do medo, não há possibilidade de razão. O uso da fake news e mamadeira de piroca, corpus-fálicos-sexuais, para seduzir reprimidos-eleitores, confirma a ausência de razão. Assim, como nos reprimidos-eleitores que votaram movidos por esses recursos -irracionais. 

Como a democracia é o potência-política do povo refletida como razão-comunalidade, onde não há razão não há democracia. Logo, Bolsonaro não pode falar sobre razão, porque não sabe que ela é o fundamento da Natureza e da Sócio-Cultural-Humana.  

Desta forma, diante deste “conclomo” bolsonaroide, o povo argentino deve seguir  sua razão. A razão que processou o ato de protesto contra a presença do representante da extrema-direita nas Terra de Gardel, Maradona, Victo Jara, entre outros personagens profundamente sensíveis e racionais.

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