VIOMUNDO: VÍTIMA DE PROVOCADOR, MANUELA APONTA TRÊS MOTIVOS PARA TEMER PELA SEGURANÇA DE LULA NA SEDE DA PF EM CURITIBA
Da Redação
A pré-candidata do PCdoB ao Planalto, Manuela D’Avila, apontou na manhã desta segunda-feira, 9, três motivos para temer pela vida do ex-presidente Lula, que cumpre pena na sede da Polícia Federal, em Curitiba.
A Aeronáutica confirmou que o diálogo de fato aconteceu.
Na conversa, a voz de uma pessoa não identificada diz: “Leva e não traz mais”.
“Manda este lixo janela abaixo aí”, diz outra voz masculina.
Os áudios foram divulgados pelo portal R7 e pelo Jornal do Brasil.
O segundo motivo foi o fato de que não foram tomadas medidas para isolar a sede da Polícia Federal em Curitiba, onde pousou o helicóptero que transportou Lula na noite de sábado.
Manifestantes contra o ex-presidente puderam se aproximar da PF e dispararam rojões no que poderia ser a rota da aeronave.
Vídeos capturados naquela noite mostram que as explosões aconteceram bem ao lado do prédio da Polícia Federal, enquanto agentes da própria PF e policiais militares do Paraná atiravam bombas de gás e balas de borracha contra manifestantes pró-Lula (ver vídeo abaixo).
Finalmente, Manuela aponta para um episódio que aconteceu hoje de manhã em Curitiba, no acampamento pró-Lula, ao lado do prédio da PF (ver vídeo acima).
Depois de uma entrevista coletiva, um apoiador de Jair Bolsonaro, disfarçado, pediu para fazer um selfie ao lado de Manuela, começou a gravar um vídeo e passou a gritar palavras de ordem e a ofender a deputada.
O homem tinha vindo do prédio da Polícia Federal e, de acordo com gravações de vídeo, conversou com policiais que faziam a segurança do local antes de causar o tumulto.
Depois da confusão, ele foi escoltado pelos mesmos policiais em direção ao prédio da PF.
Numa rede social, a deputada disse que tomaria medidas jurídicas não especificadas, pediu a identificação do homem e disse que gostaria de ter certeza que ele não é funcionário da própria Polícia Federal.
Manuela relembrou um episódio em que teve de fazer depoimento à própria PF e foi atendida por um agente com uma camiseta que dizia “menos Marx, mais Mises”, um slogan associado à extrema direita brasileira.
A deputada usou o exemplo para sugerir que agentes públicos estão atuando de forma partidarizada, o que segundo ela põe em risco a integridade física do ex-presidente Lula, sob custódia da Polícia Federal.