RUMORES PREFEITURAIS TOMAM CONTA DA CIDADE ENQUANTO TSE NÃO VEM
Enquanto o TSE não se pronuncia sobre dois dos quatro processos de cassação que já chegaram por lá, a população vai comentando sobre a inércia da administração amazonínica, sempre afirmando que, se os últimos quatro anos foram devagar, agora parou de vez. Pelas ruas, praças, becos, pontes, lajes e até condomínios de luxo, os rumores de que a administração pública adotou o “modo amazonino” de administrar são fortíssimos.
Rumor um: depois de demitir os estagiários, seja em regime voluntário, acadêmico ou remunerado, sem pagar, segundo alguns, os dias trabalhados, rumores correm aqui e acolá na administração municipal. Estudantes que procuraram as secretarias municipais para deixar curriculum e pedir informações sobre novos estágios informaram a este bloguinho que os funcionários não só não estão aceitando receber os currículos, como também orientam a procurar algum “padrinho”, que possa indicá-lo para a vaga. Só com esse empurrãozinho amigo é possível cumprir carga horária como estagiário na “nova” prefeitura de Manaus.
Rumor outro: embora noticiado em cadeia nacional de rádio e tevê, o nepotismo da gestão Amazonino não diminuiu. Além da filha, Lívia Mendes, que ora dá expediente na secretaria de cultura, disseminou-se uma espécie de nepotismo capilar nas secretarias. Em algumas áreas, o trabalho diminuiu ou praticamente parou por conta das “novas” funcionárias, sobrinhas, primas, filhas, netas de secretários, sub-secretários, gerentes e até do vice-prefeito. Segundo fontes intempestivas, muitos atrasos no pagamento ou liberação de benefícios (como o vale-transporte) deram-se pela “inexperiência” de parentes de servidores que foram alocados em áreas as quais sequer sabiam existir. Mais uma promessa cumprida: é Manaus de volta ao trabalho. A Manaus dos parentes.
O que resta é saber se toda essa estrutura de privatização da res publica suportará a canetada e o voto dos ministros do TSE. Enquanto isso, Manaus continua à deriva, e sem prefeito…