AMAZONINO IMAGINA NÚMEROS, QUANDO DEMOCRACIA É DISCURSO

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O candidato ao cargo de prefeito de Manaus, Amazonino (PTB), representante da direita tradicional, tem sempre recorrido aos números para mostrar sua superioridade frente ao seu adversário da esquerda da direita, Serafim (PSB). Como resultado da apuração afirma que só precisa de 4% dos votos para a vitória, diz que foi o candidato mais votado na história do primeiro turno em Manaus; pede que eleitores dos outros candidatos “derrotados” votem nele; em programa eleitoral televisivo mostra a quantidade de obras que realizou(?)… Em síntese, ritualiza a apologia ao número instrumental: o que serve a um fim utilitarista. Nada de pitagórico. Quando não é o número que constitui a democracia, mas a potência/discursiva, a retórica dos iguais. O numero não segrega fluxos produtivos e nem quantas desterritorializantes. O numero é apenas o signo do acúmulo, próprio da subjetividade capitalística, sem nenhum poder mutante.

O DISCURSO DEMOCRÁTICO

A compulsão de Amazonino pelo número, confundido com democracia, preocupa-nos quanto ao individualismo que ele representa frente ao discurso (não confundir com qualquer fala), posto que uma quantidade de objetos somados, não os tornam unos e mais fortes. Mesmo com hercúleo esforço, continuam isolados em suas individualidades. O contrário do discurso que é uma potência social rica, forte e bela, como afirma Protágoras, e que quanto mais se manifesta como práxis coletiva, mais se expande. Como mostraram os gregos: é o movimento probaíno temporal do caminhar como progresso comunidade mostrando, como enunciou Sófocles, que “só o tempo permite ver que um homem é justo”, o que o tempo do número jamais realizou, e nunca poderá realizar, visto que, sendo cronológico, só deteriora o ente o qual designa.

A potência variação do discurso democrático pode ser facilmente entendida quando tomamos como exemplo a riqueza material de um homem comparada a de outros. Ele pode ser considerado mais rico que os outros, entretanto, se somadas todas as riquezas, e comparadas com o discurso democrático de um único homem, elas serão sempre inferiores ao discurso democrático deste homem, porque o discurso não tem valor-matéria-forma, suportes do número, entidades perecíveis extraídas da natureza e da exploração do trabalho. Sempre ameaçada de desgaste quando em uso utilitarista, sua única função. Ao contrário do discurso que quanto mais praticado, mais elevado, já que, diferente da riqueza material, ele é constituído intensivamente pelo trabalho coletivo que nada elimina, e só beneficia todos como Bem Comum.

Desta forma, do número nunca será extraída a potência do discurso, que, como retórica, a arte da comunicação, uniu os homens, fez com que eles criassem regras de viver, construíssem cidade e tecessem a subjetividade da sociedade dos amigos, a democracia. Esse, o discurso dos eleitores de Praciano, Bessa, Navarro e da maior parte de Serafim, que se comunicam entre si como a potência que o número não captura. É impossível separá-los numericamente para melhor manipulá-los individualmente, como faz o clientelismo. O que torna malogrado o intento de Amazonino em querê-los como números para se eleger.

2 pensamentos sobre “AMAZONINO IMAGINA NÚMEROS, QUANDO DEMOCRACIA É DISCURSO

  1. Pois, não é! Zé, você tripudiando os Zés tal qual o o Amazonino tenta tripudiar os negros se auto-alcunhando “Negão”, quando está mais para o tom impaludismo.
    Zé,”como tem Zé na Paraiba”, você se mete a Zelar o filosofante. O psiquiatra Reich lhe auxiliaria e como um “Zé Ninguém”, aquele que entende as contadições do capitalismo. Você entendeu o que o bloguinho intempestivo escreveu:”Serafim, a esquerda da direita”. E entendeu que discurso democrático não é individualismo Pauderney, Arthur, Maneca,Omar, Eduardo, Alfredo, Lula, Kassab, Luisianne, Rebeca, Mestrinho, Bush, Cain, Barbalho, Plinio Coelho, Fleury, Ustra, Klinger Costa, Sinésio, Álvaro Maia, Ismael Benigno,Amadeu Teixeira, Travolta, Madonna, Erol Flyn,Garbo,e etcs, é Potência que não privilegia nem os Zés e nem as Marias. Por isso, não somos nós nem Eus e nem Tus, mas só movimento.

    Valeu, Zé!

    Abraços do inquieto, não amazonionado teatrólogo/filósofo, Zé Celso Martinez. Onde a VIda é Fogo!

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