O deputado estadual pelo PT do Amazonas, Sinésio Campos, líder do governo da direita, depois de junto com outros petistas da esquerda Oh! My Darling, também membros de sustentação do governo, ouvir calado a ríspida advertência do governador Eduardo Braga, reclamando sobre a posição analisadora do candidato real do PT, Praciano, a seu governo, resolveu mostrar serviço: convocar reunião para tratar da atitude de Praciano. Missão ingrata: Praciano afirmou que não vai mudar o tom de sua campanha. Decisão que recebe total apoio de seus correligionários.

Terminada a reunião, o deputado Sinésio teve o genial entendimento: é preciso ter cuidado com o pessoal do Praciano, porque se atacá-lo agora, como vão poder contar com ele no segundo turno para apoiar Omar, candidato do governo.

O Omar que o deputado Sinésio se refere, apesar de todo uso de dinheiro em sua campanha, encontra-se, segundo pesquisa, em franca decadência. Sendo assim, o vidente deputado, envolto em miragens teológicas, fantasia duas realidades.

1 – Ter que garantir seu candidato cair no gosto dos eleitores a ponto de chegar no segundo turno. O que é difícil, já que os dois candidatos abaixo dele encontram-se em ascensão.

2 – Se realmente seu candidato chegar ao segundo turno, como fazer com que Praciano e seus companheiros o apõem, posto que são posições profunda e altamente opostas? O que jamais acontecerá.

Ver-se, desta forma, que o deputado entrou também na ordem do Complexo de Deus: ver o futuro de seu candidato e mudar as posições de seus adversários.

2 pensamentos sobre “O DEUS, DEPUTADO SINÉSIO

  1. CALCANTE, O MILITANTE

    “Calcas ou Calcante, herdou de seu avô, Apolo, o dom de decifrar os mistérios do passado, presente e do futuro e era o adivinho da vida militar dos gregos e por isso, foi eleito como grande sacerdote e adivinho oficial da Guerra de Tróia . Nada importante era resolvido sem que antes ele fosse consultado. Foi dele a previsão que o cerco a Tróia teria a duração de dez anos e e também foi ele quem aconselhou ao rei Agamemnon o sacrifício de sua filha Ifigênia e que devolvesse Criseide a seu pai. Há muitas versões para sua morte, mas segundo a mais popular, Calcas havia sido avisado por um oráculo que morreria quando encontrasse um adivinho que lhe superasse. Foi assim que, terminada a guerra, já em viagem de regresso à pátria, chegou à Cólofon, onde vivia Mopso, filho de Apolo e neto materno de Tirésias. Foi-lhe proposto um concurso de adivinhações ao qual Mopso saiu-se vencedor. Calcante faleceu de pesar.”
    Após milênios nas terras barés surge um genérico de adivinho, claro por conveniência ou como uma tradicional raposa política por puro praga-matismo, possivelmente o nobre-mitógico deve ter tido uma visão em seu oráculo-eleitoral para vislumbrar essa premonição eleitoreira pois se o can-didato dele for para o 2º turno que é difícil, entao pelo menos uma secretaria estará garantida se não a sua provisão(na contabilidade: provisão é um lançamento que depende de um evento futuro, que provavelmente vai ocorrer, mas na data do balanço não está totalmente definido ou quantificado) já estará garantida pois a sobrevivência é mais importante.

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