Tirando sua antropomorfização dos animais, atribuir valores humanos aos animais, Esopo, com suas fábulas, nos remete humoristicamente à hodiernidade da direita brasileira, com sua inesgotável fonte de estupidez. Vejamos esta fabula: A Gata e Afrodite.

Uma gata que se apaixonara por um fino rapaz pediu a Afrodite para transformá-la em mulher. Comovida com tal paixão, a deusa transformou o animal numa bela jovem. O rapaz a viu, apaixonou-se por ela e a desposou. Para ver se a gata havia se transformado completamente em mulher, Afrodite colocou um camundongo no quarto nupcial. Esquecendo onde estava, a bela criatura foi logo saltando do leito e pôs-se a correr atrás do ratinho para comê-lo. Indignada, a deusa fez fê-la voltar ao que era.

O perverso pode mudar de aparência, mas não de hábitos.”

Agora, emprestemos de Esopo sua fábula e façamos a semelhança com o PFL. O PFL, a gata, reacionário, habituado com o poder de qualquer maneira, para isso usa os recursos mais despudorados possíveis, como capachismo, trapaça, intriga, preguiça; resolveu, no esplendor do governo Lula, transformar-se em Democrata, “numa bela jovem”, para com este recurso mágico conquistar o fino rapaz, o povo brasileiro. Para conseguir este feito maravilhoso, recorreu à deusa Afrodite, a política, a arte da homologia, a identidade do pensamento, e à homónoia, a identidade do discurso, os fundamentos da democracia. Passada a décima parte de um milionésimo de segundo, para saber se o PFL “havia se transformado completamente” em Democrata, a política “colocou” em seu estatuto democrático o sucesso do governo Lula. Não deu outra: o Democrata, a bela jovem, teve um recaída PFL, a gata, baixou a inveja cega e passou a fazer, com mais ódio, intrigas e tramas contra o sucesso do governo Lula. O camundongo democrata que enche a gata, PFL, de inveja, porque ela, PFL, não carrega a potência que ele, camundongo, carrega, e que lhe faz ser um alegre e amigo trabalhador. Tudo que ela não possui. Principalmente a solidariedade com os de sua espécie. Já que, como burguesa, cultua o individualismo e a indiferença social.

MORAL DA FÁBULA DA DIREITA DA POLÍTICA BRASILEIRA: o PFL pode mudar de nome, mas não de hábitos.

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