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Chagão!

Θ ZIDANE, UM RETRATO DO SÉCULO XXI, chega às locadoras nacionais. Resultado do trabalho da dupla Douglas Gordon (escocês) e Philippe Parreno (francês), a película cinematográfica, de aproximadamente 90 minutos, toma como motivo uma partida de futebol, a despedida de Zizou com a camisa do franquista Real Madrid, a 23 de Abril de 2005, contra o Villareal. A construção das imagens acontece tendo como objeto menos a partida do que Zidane. Não o ídolo televisionado, mas o jogador. Num exercício cinematográfico para além de Hollywood e do cinema pipoca-cola, os diretores, contando com 17 câmeras entre filmes de 35mm e digitais HD (High Definition), filmam os passos do craque franco-argelino, entremeados de frases colhidas em entrevistas publicadas em jornais e revistas. Não se surpreenda se a IEER (Imprensa Esportiva Epistemologicamente Reduzida) brazuca não falar sobre a obra. É que tanto a expressão (o cinema para além das imagens-clichê) quanto o conteúdo (Zidane, ojeriza dos torcedores da seleção-nike) são ofensivas aos programas esportivos, cadernos futebolísticos e iguais. Veja o cinema e mande sua resenha esportiva-cinematográfica para ser publicada neste ‘Chagão!’.

Θ AMISTOSO FUTEPOLÍTICO NA ESPANHA. O futebol, não apenas na Espanha, sempre foi e continua sendo um território “livre”, onde se pode contar com o anonimato da multidão de torcedores e expressar idéias e/ou preconceitos socialmente inadequados. No país ibérico, o CatalunhaAthletic Bilbao e o Barcelona sempre encamparam, assumidamente ou não, o ideário separatista de duas nações: respectivamente, o País Basco e a Catalunha. Nas eras da república do Generalíssimo Franco, quando o Real Madrid deixou de ser um time mediano para se tornar supercampeão com as benesses do ditador, oPaÃs Basco estádio de Sán Mamés, do Bilbao, e o Cam Nou, do Barça, eram espaços onde o ideário nacionalista podia ser gritado a plenos pulmões sem perder unhas ou levar choque elétrico nos testículos. Pelas regras da FIFA, as nações não tem seleções oficiais. No entanto, existem jogadores que já demonstraram a vontade de servir ao seu selecionado. Puyol, defensor do Barcelona e da seleção espanhola, joga também na seleção catalã. O ex-jogador e atacante Hristo Stoitchikov, nascido na Bulgária, também afirma ser mais catalão que búlgaro. No último dia 20, uma manifestação que envolveu cerca de 40 mil pessoas culminou com um jogo amistoso entre as seleções do País Basco e a Catalunha, e um filme de animação feito para divulgação do evento, onde o time Basco joga amistoso com o Brasil, surgem representantes das federações francesa e espanhola, exigindo que os jogadores assumam o manto de seus países. Os representantes são colocados literalmente para correr. O vídeo causou polêmica na Espanha, que se sentiu ofendida e houve quem acusasse os bascos de xenofobia. No futebol, não é incomum e nem nova a prática de nacionalizar craques estrangeiros para defenderem as cores de sua seleção. A Itália fascista ganhou os títulos de 1934 e 38 com uma legião estrangeira que contava com inúmeros brasileiros. Zidane é argelino. A grande promessa da Alemanha, o atacante Podólski, é polonês. No futebusiness FIFA, a verdadeira pátria é o capital. Assim, nem bascos nem catalães cabem nessa classificação. São maiores.

Θ “PENTAS” BRASILEIROS SE IGUALAM NA LESEIRA. O Flamengo é reincidente: já trouxe o – naquele tempo já idoso – Romário, quando fez o ataque dos pesadelos com Sávio e Edmundo. Agora, pretende trazer o veterano Ronaldo Nazário ao Brasil, provavelmente para encerrar a carreira. O São Paulo não resistiu aos encantos etílicos de Adriano, e terá os melindres do atacante para a copa Libertadores. Ambos já venceram títulos esse ano. Ronaldo e Adriano, respectivamente, foram campeão e vice da eleição do fiasco do ano no Calcio Italiano. È o mal do futebol nacional: só pode ver seus craques em campo ou ainda imaturos, ou já na decrepitude. E o Fluminense ainda quer contratar o Cañizares…

Θ CAMPEONATOS REGIONAIS EUROPEUS. Devagar, quase parando, somente a Inglaterra desrespeita os feriados católicos e mantém seus jogadores-operários ativos até quando o ano novo surge no horizonte.

ALEMANHA: A Bundesliga alemã entra em recesso no final do ano. Só teremos prosseguimento, com a 18ª rodada, no segundo dia do mês de fevereiro, em plena folia momesca.

INGLATERRA: Premier League inglesa a todo vapor, na 21ª rodada. O Arsenal não tomou consciência do West Ham e venceu por 2 a 0, mantendo o primeiro lugar. Os red devils foram a Birmingham e venceram pela vantagem mínima o time local. Chelsea, Manchester City e Liverpool se mantém na cola dos líderes.

ESCÓCIA: O país continua abalado pela morte do capitão do Motherwell, e adiou o maior clássico do país, o Old Firm. A rodada que estava marcada para hoje contou apenas com jogos entre times em posições intermediárias, e não alterou a classificação da parte superior da tabela

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