“NUNCA ESQUECEREMOS”, DIZ PEQUIM SOBRE BOMBARDEIO DE EMBAIXADA CHINESA PELA OTAN
Pedestrians walk past the remains of the former Chinese Embassy in Belgrade, on November 10, 2010. In 1999, the Chinese embassy in Belgrade, was hit and set on fire during Nato air strikes on the city. AFP PHOTO / Andrej ISAKOVIC (Photo by ANDREJ ISAKOVIC / AFP)
Bombas dos EUA mataram 3 chineses durante a intervenção militar da Otan na Iugoslávia
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A representação diplomática da China na União Europeia rejeitou o pedido da Organização do Tratado Atlântico Norte (Otan) para “condenar claramente” a invasão russa da Ucrânia. Por conta do pedido, os chineses relembraram que bombas da aliança militar destruíram a Embaixada da China em Belgrado, durante a intervenção militar da Otan na Iugoslávia, em 1999.
“O povo chinês pode se relacionar plenamente com as dores e sofrimentos de outros países porque nunca esqueceremos quem bombardeou nossa embaixada na República Federal da Iugoslávia”, afirmou o porta-voz da representação diplomática da China na União Europeia.
Após mísseis dos Estados Unidos matarem 3 chineses e causarem outros 20 feridos, protestos contra a ação militar do Pentágono emergiram na China. O então presidente dos EUA, Bill Clinton, afirmou que o episódio foi um acidente e Pequim disse que o incidente fora um “ato bárbaro”.
“Não precisamos de palestras sobre justiça do abusador do direito internacional. Como remanescente da Guerra Fria e a maior aliança militar do mundo, a Otan continua a expandir seu escopo geográfico e alcance de operações. Que tipo de papel desempenhou na paz e estabilidade mundiais? A Otan precisa ter uma boa reflexão”, destacou o porta-voz chinês.
As afirmações de Pequim ocorrem após o secretário-geral da Otan, Jens Stoltenberg, dizer que a China “tem a obrigação, como membro do Conselho de Segurança da ONU, de realmente apoiar e defender o direito internacional” e não apoiar a Rússia.
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De acordo com o Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), 3.169.897 refugiados já fugiram da Ucrânia desde a eclosão do conflito. A Polônia recebeu a maior parte dessas pessoas e abriga 1,9 milhão de refugiados.
Edição: Arturo Hartmann