FORTUNA DE PAULO GUEDES EXPERIMENTOU CRESCIMENTO EM V: R$ 14 MIL REAIS POR DIA COM A VALORIZAÇÃO DO DÓLAR
Da Redação Viomundo.
Revelações feitas com o vazamento dos Pandora Papers mostram que o ministro da Economia, Paulo Guedes, ganhou R$ 14 mil por dia com a alta do dólar ao longo dos 1.004 dias em que esteve à frente do ministério.
O cálculo foi feito pelo R7.
A legislação brasileira não proíbe que se tenha uma empresa em paraíso fiscal, desde que declarada ao Fisco.
Guedes e Campos dizem que cumpriram toda a legislação brasileira.
Porém, no caso de Paulo Guedes e do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, como o valor do real depende diretamente de decisões tomadas por ambos, é no mínimo anti-ético que ganhem com a desvalorização da moeda brasileira em relação ao dólar, num momento em que brasileiros formam fila em porta de açougue para ganhar ossos.
Guedes ou parentes dele já faturaram R$ 16 milhões com a taxa de câmbio. Eles tem U$ 9,5 milhões guardados numa offshore baseada nas ilhas Virgens britânicas.
A empresa está em nome do ministro, da esposa e da filha, Maria Cristina Bolívar Drumond Guedes e Paula Drumond Guedes.
O presidente do Banco Central, que tem quatro empresas em paraíso fiscal, assinou uma norma que dispensa quem tem menos de U$ 1 milhão no Exterior de declarar o montante ao BC.
Guedes, por sua vez, debateu com congressistas a taxação de fortunas guardadas em paraísos fiscais. Pela reforma fiscal, a taxação obrigatória de pessoa física que trouxer bens do Exterior cairia de 27,5% para 6%.
Ele e sua família poderiam se beneficiar diretamente da mudança no futuro.
Na investigação dos Pandora Papers, liderada pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos, aparecem 1.897 brasileiros.
Da lista fazem parte os irmãos donos da Prevent Senior (U$ 9 milhões) e o empresário bolsonarista Flávio Rocha (U$ 1 milhão), dono da Riachuelo.
Os valores atribuídos aos donos das empresas sediadas fora do Brasil podem não corresponder aos que existem hoje nas contas.
Também aparecem integrantes da família Menin, que guardam U$ 82,5 milhões no Exterior. Eles controlam a construtora MRV, o Banco Inter e a CNN Brasil.
A lista, abaixo, foi publicada pelo Metrópoles.




