UM ENCONTRO INFERNAL DEMOCRÁTICO
Hugo Chávez, Rafael Correa e Lula já estão em Manaus para discutir o que há de comum entre eles: mudanças políticas, sociais, econômicas na América do Sul e também o ataque que sofrem das direitas ressentidas, das elites golpistas e das mídias desesperadas.
LULA
Quando veio a Manaus no ano passado, nem o papa, que vinha acompanhado de Deus, teve a presença tão concorrida quanto o sapo barbudo. Tanto que o Amazonas deu a maior porcentagem de votos a Lula no 1° e 2° turnos da eleição passada. Também pudera, nunca havia ocorrido na história brasileira tantas melhorias no Brasil, em todos os aspectos, para todos os segmentos sociais, do mendigo ao banqueiro. Nunca a voz de um presidente brasileiro fora ouvida com respeito pela comunidade internacional.
Algumas mudanças que não ocorreram ou que estão se dando morosamente é mais em decorrência da burocracia sistêmica, que passa pelo Congresso e Senado (conhecendo-se a realidade destes, a capacidade administrativa de Lula sobressai-se ainda mais); do ressentimento elitista, que busca atravancar qualquer tentativa de mudança, mesmo estando no saldo; e a mídia, que tenta desviar as percepções lúcidas que a população vê no governo Lula.
CHÁVEZ
Quanto ao presidente venezuelano Hugo Chávez, como já dissemos aqui nesse bloguinho, nunca um presidente na América do Sul se envolveu em tantas questões em seu país, pelo continente sulamericano e por outras partes do mundo. E isso tudo enquanto afronta/confronta o fascismo de Bush, que até golpe de estado já promoveu para derrubá-lo. Podemos dizer que sem a subjetividade Chávez (porque não falamos evidentemente apenas de um sujeito), que levou o povo a confrontar a elite golpista na Venezuela em 2002, não se teriam garantido as mudanças que o Evo Morales tem realizado na Bolívia, Kirchner, na Argentina, e Rafael Correa, no Equador.
RAFAEL CORREA
Do trio que se encontra hoje em Manô, o equatoriano Rafael Correa é o mais jovem. Iniciando seu mandato no início desse ano, ele já encontrou no Equador a linha de choque elitista que permeia a sulamérica, como no caso dos 57 deputados que foram expulsos pelo Tribunal Supremo Eleitoral por tentar através de corrupção emperrar a criação de uma Assembléia Constituinte, a qual deverá ser eleita no próximo dia 30, a possibilidade de Correa ficar com a maioria das cadeiras, e talvez a única chance de tirar o Equador das mãos das oligarquias seculares que regem o país. Se ocorrer, uma das primeiras medidas do presidente será dissolver o parlamento, uma das bancadas de deputados mais medíocres e corruptas do continente.
O ENCONTRO
Ao contrário do que gostaria a elite midiática e a mídia elitista, os três, com estas singularidades, só poderiam encontrar-se como amigos, a própria pauta é aberta, e o diálogo se instaura, como convém à democracia, o que só poderá aumentar a potência de agir, carregando toda a população sulamericana numa potência maior, democrática. Desse encontro poderão sair modificações para estes três países e para todos da América do Sul.
ENTRETANTOS AMAZONIQUINS
Outro fator, entretanto, que atrapalha, emperra o processual das mudanças sociais, políticas e econômicas desses governos democratas são outras esferas executivas. No Amazonas, Lula vem também assinar contratos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a implementação de projetos de construção de casas populares na capital e outros municípios do estado. Aí dependerá muito dos governos estadual e municipal, que tem aproveitado as ações do Governo Federal mais em peças de marketing do que em mudanças concretas, bem visível na real condição das escolas públicas, do transporte coletivo, da saúde pública, da urbanização e saneamento. Tudo ausente. Mas a inteligência de Lula, como impulsiona pra frente todo um povo, há de suplantar a inércia e o engodo dos governos daqui, como já acontece com outros programas federais, como o Bolsa Família, o Luz para Todos, a Farmácia Popular, etc. Aliás, daqui, sentimos democraticamente próximo Lula, e também Hugo Chávez e Rafael Correa. Os demais governos encontram-se tão desgovernados e muito distantes.
Achei teu blog por acidente… enquanto procurava por outra coisa… boa surpresa… belo blog !!!
Paulie !!!
Valeu, Paulie!
No acaso dos encontros a gente produz a alegria! Abraços intempestivos!
Afinsophia.