AFINSOPHIA: MORO-REAL É UNANIMIDADE NA REDE E JÁ PODE PEDIR PARA SAIR
PRODUÇÃO AFINSOPHIA.ORG
Desde que o site The Intercept iniciou a publicação de documentos que mostram que Moro e procuradores da Laja Jato não agiam com lisura nos processos, principalmente na condenação de Lula sem qualquer prova, que o nome do ex-juiz passou a ser tema da conversa entre grande parte da sociedade brasileira.
Conforme os documentos eram publicados mais pessoas passavam a se interessar. Ao mesmo tempo que a mídia submissa ao capital estrangeiro, como a Globo, desesperavam diante das revelações, pois como é do conhecimento da maioria da população brasileira, ela foi a maior parceira midiática da operação Lava Jato, transformando Moro em ídolo dos indigentes perceptivos e cognitivos. Confirmando a tese de Andreas, secretário de Galileu, na peça de B. Brecht: “Pobre do povo que não tem herói”. É claro, que Galileu, que não conheceu a Globo, já sabia que seu secretário estava errado. Por tal erro, lhe advertiu: “Não, Andreas! Pobre do povo que precisa de herói”. E a parte pobre do Brasil, seguiu a Globo: fez de Moro seu herói.
Fato que deixou mais claro a percepção e cognição social que Galileu estava certo: o Brasil não precisa de heróis. Muito menos do tipo de Moro que foi pego na mentira pelo jornalista Reinaldo Azevedo através da leitura-interpretativa dos documentos publicados pelo Intercept.
Diante da condição juridicamente-andrajosa de Moro, que foi hoje para o topo da rede, em razão da certeza brasileira que ele vem mentindo quando interrogado sobre sua suspeição como juiz da Lava Jato, o insigne , denodado e corajoso jornalista do Intercept, Glenn Greenwald, disse:
“Porque o @SF_Moro – ao contrário do que ele disse ao Senado ontem por 9 horas – comandou a força-tarefa do LJ em violação das regras éticas: não em casos isolados ou ocasionalmente, mas continuamente. Ele era o promotor-chefe quanto fingir ser juiz neutro: uma fraude enorme. Em outras palavras, muito pouco do que o ministro Moro disse ao Senado ontem foi verdade. E ele sabe disso, e é por isso que fingiu ter uma memória defeituosa. Ele sabe o que ele fez, e ele sabe que temos todas as provas disso. O que mais ele pode fazer?”.
Pelas palavras de Greenwald, infere-se que Moro deve pedir para sair. Mas, ainda sobra um pouco de narcismo em Moro para não querer continuar nos cargos. Mesmo quando diz que não é apegado no cargo. Impossível para quem chegou ao estado de magnificação do ego, como diz Freud, depois que tomou o cargo de juiz da Lava Jato amparado pela indigência moral do país que se acha a classificadora certa para indicar o que é bom para o Brasil.
Mas como diz a filósofa Hannah Arendt: a mentira pode ocultar a verdade, mas jamais tomar seu lugar. E como diz o analista-povão de futebol: Moro logo, logo, vira Neymar: cai, cai.