NOCAUTE: BALAS QUE MATARAM MARIELLE VIERAM DE ESTOQUE DA POLÍCIA FEDERAL
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A Polícia Civil descobriu nesta sexta-feira (16) que a munição utilizada para assassinar a vereadora Marilene Franco (PSOL) é de lotes vendidos para a Polícia Federal de Brasília em 2006.
A averiguação está sendo feita pelo mesmo delegado que investigou a maior chacina do Estado de São Paulo. Com 23 mortos, os assassinatos ocorreram nas cidades de Osasco, Barueri e Itapevi entre os dias 8 e 13 de agosto de 2015.
O Tribunal do Júri de Osasco condenou, em 2 de março deste ano, o PM Victor Cristilder Silva dos Santos a 119 anos, 4 meses e 4 dias de prisão por participação em 12 dos assassinatos ocorridos. Segundo o jornal Folha de S.Paulo o Ministério Público acusou o policial de ter organizado o atentado do dia 13 a um chefe de um grupo de elite da guarda municipal de Barueri.
O atual corregedor da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelino Fernandes, informou que, apesar da constatação do mesmo lote, isso não significa que forças de segurança tenham sido autoras da morte de Marielle e de seu motorista.
“O que você tem de lote extraviado … É apenas um indício de que pode ser de forças regulares. Eu já tive situação em que o executor atirou com o revólver 32. Na sequência, ele deixou no local do crime cápsulas de .40, da PM, mas ele não sabia que estava sendo gravado por uma câmera em uma loja de tintas”.
Marielle e Anderson foram assassinados com munição calibre 9mm, que não pode ser vendida à população. Esse tipo de munição só pode ser adquirida legalmente por colecionadores, atiradores esportivos e forças de segurança, mas é vendida com poucas restrições no Paraguai e entra no Brasil ilegalmente.