i iNDA TEM FRANÇÊiS Qi DiZ Qi A GENTi NUM SEMO SERO

@ GOVERNO FEDERAL ACOMPANHA FREQUENCIA ESCOLAR. Uma das críticas que a direitaça fez ao programa Bolsa Família durante as eleições 2006 era de que o programa não exigia a contrapartida das famílias beneficiárias. O MDS em parceria com o MEC conseguiu, durante o ano passado um controle de 85% da freqüência escolar. Ainda que não seja o método ideal para animar uma educação mais próxima da ampliação da consciência e da atuação comunitária, o programa ao menos consegue realizar o que propõe. O que torna cada vez menor as possibilidades de crítica do governo por parte de uma direita que, quando esteve no governo, nem isso conseguia fazer. I inda tem françêis…
@ MASSACRE NO QUÊNIA. A reeleição do presidente Mwai Kibaki, contestada pela oposição e pelos observadores da União Européia é mais um episódio da luta intertribal que assola aquele país. E não é a primeira vez. Os confrontos entre as mais de 40 tribos que compõem o país são seculares, e já existiam antes da forçada convivência pela conquista e exploração européias. A tribo mais numerosa é a Kikuyu, que detem cerca de 20% da população local. São ainda os mais abastados economicamente, os mais cruéis e os responsáveis pelo atual massacre. O presidente reeleito é desta tribo, e a não aceitação de sua reeleição, após um início que trouxe esperança para os quenianos, mas que se transformou em decepção, por parte dos opositores detonou os conflitos. Os manifestantes já queimaram uma igreja, matando mais de 50 pessoas, arrancam cabeça, ateiam fogo, deixam os corpos irreconhecíveis e terrivelmente mutilados. James Moiben, atleta local e mundialmente conhecido, relatou, em entrevista ao jornal esportivo espanhol AS.Com, que seu compatriota e também atleta olímpico, Lucas Sang, foi morto e seu cadáver só foi reconhecido graças ao tênis que usava. A pretexto de eliminar os distúrbios, o presidente ordenou que as tropas atacassem qualquer tipo de manifestação, o que inclui os protestos contra sua contestada reeleição. Após pressões da ONU, Kibaki, através de um porta-voz anunciou que, caso a suprema corte do país decrete, realizará novas eleições. O problema é que a suprema corte é submissa ao pode executivo. Até o bispo sul-africano Desmond Tutu está no Quênia, tentando mediar um cessar fogo. No fim desta semana, parece que a calma voltou às ruas de Nairóbi, mas o clima ainda é de tensão, e os conflitos podem continuar. I inda tem françêis…
@ OBAMA VENCE OS BRANQUELOS NO SEU COVIL. Nas prévias eleitorais ocorridas no Estado americano de Iowa, para surpresa de muitos, o candidato democrata Barack Obama venceu a favorita Hillary Clinton. Obama obteve 38% dos votos, contra 30% de John Edwards e 29% para Clinton. O candidato, negro para os padrões estadunidenses, venceu num Estado que conta com 94% de eleitores brancos. Seu maior apoio foi entre os menores de 30 anos e entre as mulheres. Venceu ainda nos dois maiores colégios eleitorais do Estado. O total de votantes foi de 212 mil. Embora se desconfie sempre de qualquer candidato a presidente norte-americano, Barack Obama parece ser o menos preso aos tradicionais esquemas lobistas de Washington e o que mais toca nas crescentes camadas jovens e de imigrantes do país. Isto, somado com o pífio aumento da taxa de empregos no Tio Sam (cerca de 0,3%), pode decretar o falecimento de qualquer chance de vitória de um candidato republicano, o que tornaria a eleição interna dos democratas apenas uma espécie de referendo. Quase todas as previsões de especialistas apostam que os democratas não terão coragem de indicar Obama, a despeito de sua popularidade. No entanto,é preciso levar em conta que a economia global não gira mais em torno da América do Norte, e eles têm problemas sociais sérios a resolver, para além da eterna crise do petróleo. As eleições americanas prometem ser uma das mais acirradas, e o único perdedor antecipado no processo é Bush e família. I inda tem françêis…
@ EMMANUEL FOI RAPTADO PELO GOVERNO COLOMBIANO, segundo comunicado do Secretariado del Estado Mayor Central de las FARC, que pode ser lido, assim como outros documentos da guerrilha, no site da Agência Bolivariana de Imprensa. Como noticiamos alguns posts abaixo, nada poderia ser esperado do governo neoliberal de Uribe. Segundo o comunicado, o garoto Emmanuel, de 3 anos de idade, filho de Clara Rojas e um guerrilheiro, foi seqüestrado pelo governo colombiano com “el infeliz propósito de sabotear su entrega”, juntamente com a de sua mãe e Consuelo González, “al Presidente de la República Bolivariana de Venezuela, Hugo Chávez”. O comunicado acusa ainda o governo de aproveitar a ocasião, que deveria ser de cessar fogo na região da “entrega”, para fazer prisioneiros e matar membros das FARC. Acrescenta-se que as FARC não utilizam nenhum método de tortura, ao contrário do governo de Uribe. Finalmente, no comunicado afirma-se que o processo de entrega a Chávez das outras duas reféns irá continuar, dessa vez, sem a ajuda do governo colombiano, do qual os membros das FARC querem apenas a desmilitarização das regiões de Pradera e Florida, para começar um processo de diálogo para um futuro cessar fogo. Se for pela vontade de Uribe e dos americanos, conseqüentemente, parece não haver nenhuma possibilidade de diálogo democrático. I inda tem françêis…
@ “NO END IN SIGHT” (NENHUM FINAL À VISTA), DOCUMENTÁRIO DE CHARLES FERGUSON, pega quadros da atuação americana no Iraque um momento após a invasão. Muitos documentários já foram feitos sobre a Invasão do Iraque, a maioria condenando-a. Ferguson vem analisar, além da farsas que promoveram a invasão, a série de erros que se deram logo no seu início e que, segundo o cineasta político, foram os responsáveis pelo total descontrole da invasão americana, que a cada erro se torna mais e mais drástica para os americanos e para os iraquianos. Segundo ele comprova com imagens devidamente documentadas, a negligência e os enganos se deram principalmente pelo alto escalão que comandou a guerra era formado principalmente por burocratas que nada entendiam de guerra e altamente arrogantes e narcisistas, comandando a invasão não por conhecimentos bélicos, mas por opiniões pessoais fantasiosas e equivocadas. Real são os estragos na nação iraquiana. Real é o desespero dos soldados americanos e de suas famílias, quando se desesperaram com a ausência de comando. E o que já era uma invasão arbitrária, tornou-se um genocídio perverso. Ganhador já do Festival de Sundance, se ganhar o Oscar, talvez venha as salas-shopping coca-pipoca-cola de Manô, ao menos por um dia. Mas sempre existem outras formas de ver cinema. I inda tem françêis…
Vamos que vamos
Pois quem já veio já foi
E quem não veio não virá…