O NEGRO NA CONCILIAÇÃO DAS DIFERENÇAS SEGUNDO O FILÓSOFO ADORNO

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Mas uma sociedade emancipada não seria o Estado unitário, porém a realização do universal na conciliação das diferenças. Uma política que conservasse isso como núcleo básico não deveria propagar — nem mesmo como idéia — a abstrata igualdade dos homens. Deveria, ao contrário, chamar a atenção para a má igualdade de hoje (…) e conceber um estado de coisas melhor como sendo aquele no qual se poderá ser diferente sem sentir medo. Se se prova a um negro que ele é perfeitamente idêntico ao branco, quando na verdade não o é, comete-se mais uma vez, em segredo, um erro contra ele (Mínima Moralia)”.

A Negritude não é um estado de coisas concedido oficialmente, e nem uma compaixão cristã. Ao contrário, é uma subjetividade produtiva tecida ontologicamente como liberdade de Ser.

O filósofo Adorno mostra sem sutileza o acordo tácito da discriminação silenciosa que certas políticas étnicas impõem aos excluídos como “bondade” humanitária.

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