MINAS GERAIS RECEBE MAIOR ENCONTRO DA AMÉRICA LATINA DOS POVOS DE MATRIZ AFRICANA
afinsophia 05/06/2026 0
ÉGBÉ
Encontro Nacional das Culturas dos Povos de Matriz Africana acontece até dia 7 de junho, em Contagem (MG)
- SÃO PAULO (SP)
- REDAÇÃO BRASIL DE FATO
Mais de 500 lideranças religiosas, ativistas, pesquisadores e representantes de governos do Brasil e de outros países participam da quarta edição do Égbé — Encontro Nacional das Culturas dos Povos de Matriz Africana, que começou nesta quinta-feira (4) e segue até sábado (7), em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais. O evento tem como foco a valorização cultural e a defesa dos direitos dos Povos e Comunidades Tradicionais de Terreiro e de Matriz Africana.
Com o tema “O Poder Ancestral”, o evento busca fortalecer o diálogo entre instituições, ampliar a visibilidade das práticas culturais e religiosas de matriz africana e contribuir para a formulação de políticas públicas voltadas às comunidades tradicionais.
Entre os participantes estão a ministra dos Direitos Humanos, Macaé Evaristo, o professor Kabengele Munanga, o professor Eduardo Oliveira, o embaixador de Gana no Brasil, Nii Amasah Namoale, além de autoridades religiosas e representantes de organizações de diferentes países.
Segundo a coordenadora-geral do Cenarab, Makota Celinha Gonçalves, a edição deste ano tem como referência o pan-africanismo. “Com base no pan-africanismo como matriz cultural, filosófica e política, essa edição propõe reflexões sobre identidade, ancestralidade, diversidade cultural e resistência ao racismo estrutural e religioso, fortalecendo os terreiros enquanto agentes culturais. Também vamos enfatizar a centralidade da corporalidade feminina como expressão simbólica, política e estética, reconhecendo o protagonismo das mulheres nos processos de transmissão de saberes e na organização comunitária”, afirmou.
O evento conta com o apoio de órgãos federais, instituições de pesquisa, entidades da sociedade civil e organizações voltadas à promoção da igualdade racial, da cultura e dos direitos humanos. A expectativa é que as atividades reforcem o debate sobre liberdade religiosa, enfrentamento ao racismo e fortalecimento das comunidades de matriz africana.