O congresso foi realizado sem a presença de Lula, que passou o fim de semana em São Paulo após se submeter a dois procedimentos médicos.
Manifesto
O texto aprovado destaca o peso geopolítico do Brasil e defende que o país ocupa uma posição estratégica singular no cenário global, com capacidade de influenciar diretamente a correlação de forças na América Latina e no mundo, dada sua dimensão territorial, população, recursos naturais e capacidade produtiva.
No campo econômico, o manifesto critica o que chama de “hegemonia do rentismo” e propõe a construção de uma ampla coalizão que una o setor produtivo, o empresariado comprometido com o desenvolvimento nacional, a classe trabalhadora, o sindicalismo e os movimentos populares. O aceno ao centro é explícito: o partido defende uma articulação que “transcenda a defesa institucional da democracia” e se converta em força política e social capaz de romper com os interesses rentistas.
O documento também aponta para a necessidade de o PT se reinventar na relação com a nova classe trabalhadora, combinando o fortalecimento do movimento sindical com formas inovadoras de organização social, incluindo a economia solidária.
Renovação interna
Entre as diretrizes aprovadas está uma proposta de renovação das estruturas internas do partido. O manifesto prevê a limitação de mandatos nas instâncias partidárias — no máximo dois consecutivos no mesmo cargo e três no total de participação na mesma instância — e estabelece como meta mínima a presença de 50% de mulheres nos espaços de deliberação do PT.
*Com informações da CartaCapital.