CHINA APOIA DECLARAÇÃO DE BRASIL, MÉXICO E ESPANHA E EXIGE FIM DE BLOQUEIO A CUBA
afinsophia 21/04/2026 0
EM CONJUNTO
“Os EUA precisam ouvir essa voz justa e encerrar imediatamente o bloqueio e as sanções” afirmou o porta-voz, Guo Jiakun
- PEQUIM (CHINA)
- BRUNO FALCI
A China voltou a cobrar nesta terça-feira (21) o fim do bloqueio econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba e manifestou apoio à declaração conjunta de Brasil, México e Espanha sobre a crise humanitária no país caribenho. A posição foi apresentada em Pequim pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun.
Ao comentar o tema, Guo afirmou que cresce a oposição às sanções contra Havana e defendeu que Washington reveja sua política em relação à ilha.
“O governo dos EUA precisa ouvir essa voz justa e encerrar imediatamente o bloqueio, as sanções e qualquer forma de coerção e pressão contra Cuba”, disse o porta-voz.
A chancelaria chinesa também reiterou apoio à soberania cubana e afirmou estar disposta a atuar em conjunto com outros países contra interferências externas.
A nova manifestação amplia a pressão internacional contra a política de sanções de Washington, citada por Havana como parte central da crise econômica e dos problemas de abastecimento e energéticos enfrentados pela população cubana.
Cooperação com Cuba inclui energia solar, alimentos e ajuda emergencial
Em meio aos apagões, à escassez de alimentos e ao agravamento da crise econômica em Cuba, a China intensificou nos últimos meses o envio de ajuda ao país caribenho.
Em janeiro, Pequim anunciou US$ 80 milhões em ajuda emergencial voltada principalmente à recuperação do sistema elétrico cubano, além da doação de 60 mil toneladas de arroz para fortalecer o abastecimento interno.
Na área energética, a parceria tem avançado com o envio de equipamentos fotovoltaicos e kits solares destinados a hospitais, policlínicas e comunidades afetadas pelos cortes de energia. A meta é reduzir os impactos imediatos dos apagões e ampliar a capacidade de geração elétrica do país.
Com financiamento e tecnologia chinesa, Cuba também incorporou mais de 1.000 megawatts de energia solar no último ano e conectou 49 novos parques solares à rede nacional, em uma tentativa de diminuir a dependência de combustíveis importados e enfrentar a vulnerabilidade do sistema energético.
O movimento reforça o papel de Pequim como principal parceiro estratégico de Havana em um momento de forte pressão econômica. Ao mesmo tempo, evidencia o isolamento crescente da política de sanções de Washington, cada vez mais criticada por governos e organismos internacionais devido aos seus impactos sociais.