ALEMANHA E ITÁLIA REJEITARAM SUSPENDER ACORDO DE ASSOCIAÇÃO DA UE COM ISRAEL POR CRIMES CONTRA A HUMANIDADE

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Espanha e Irlanda lideram defesa pelo rompimento do tratado; exigência de unanimidade trava decisão no bloco

Forças de Defesa de Israel (IDF, na sigla em inglês). | Foto: IDF/Zachi Evenor/via flickr

Resumo da notícia ​

do Brasil de Fato

Alemanha e Itália rejeitam suspender acordo de associação da UE com Israel por crimes contra a humanidade

A União Europeia não chegou a um consenso, nesta terça-feira (21), sobre a suspensão do acordo de associação com Israel por crimes de guerra e contra a humanidade, após divergências entre países-membros durante reunião de ministros das Relações Exteriores.

O encontro foi realizado em Luxemburgo e teve como um dos principais pontos de debate a proposta de revisão do acordo firmado em 2000, diante de pressões recentes por parte de governos europeus. Espanha e Irlanda defenderam a suspensão do tratado.

A proposta também conta com apoio de outros países, como a Eslovênia, que assinou carta conjunta pedindo a reavaliação das relações com Israel. A medida, no entanto, foi rejeitada por Alemanha e Itália. Antes da reunião, o ministro alemão Johann Wadephul afirmou que considera o rompimento “inapropriado”.

Ele também defendeu a manutenção do diálogo com Israel. “Devemos falar sobre as questões cruciais com Israel, mas isto deve acontecer com um diálogo crítico e construtivo com Israel. É isso que defendemos”, afirmou.

O chanceler italiano Antonio Tajani indicou que não haveria avanço na proposta. “Hoje não será adotada nenhuma decisão”.

Para que o acordo fosse suspenso, seria necessária a aprovação unânime dos 27 países do bloco, o que tem dificultado a adoção de medidas nesse sentido.

O ministro espanhol José Manuel Albares alertou para os efeitos da falta de consenso. “Sem um acordo, perderemos nossa credibilidade”. Já a ministra irlandesa Helen McEntee defendeu a necessidade de ação. “Devemos agir. Devemos garantir que os nossos valores fundamentais estejam protegidos”.

Sem acordo entre os países, o tratado segue em vigor e não há previsão de nova deliberação sobre o tema.

Com AFP

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