RÚSSIA AFIRMOU QUE INCIDENTE COM INFILTRAÇÃO DE LANCHA DOS EUA EM CUBA É “PROVOCAÇÃO AGRESSIVA DE TRUMP”
afinsophia 26/02/2026 0
‘TERRORISMO’
O Ministério do Interior cubano informou que um barco com bandeira dos EUA entrou em águas cubanas e abriu fogo
- SÃO PAULO (SP)
- SERGUEI MONIN
A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, Maria Zakharova, declarou nesta quinta-feira (26) que o incidente envolvendo a detenção do barco na costa de Cuba de uma provocação agressiva de Washington.
Anteriormente, o Ministério do Interior cubano informou que um barco com bandeira dos EUA entrou em águas cubanas e abriu fogo. Os guardas de fronteira cubanos revidaram, matando quatro pessoas a bordo.
Cuba afirmou que a lancha com registro estadunidense que estava em águas territoriais da ilha tinha como objetivo “uma infiltração com fins terroristas”. O barco, que navegava de forma ilegal, foi interceptado e quatro pessoas que estavam a bordo morreram. Outros seis ocupantes ficaram feridos, bem como agentes de segurança cubanos.
Dmitry Peskov mencionou relatos das autoridades cubanas, segundo os quais os detidos no barco perto de Cuba admitiram que planejavam infiltrar-se na ilha com armas para cometer atos terroristas. “Esta é a confissão deles, portanto não há nada a comentar; isto deve ser tratado como tal”, acrescentou.
No final de janeiro, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma ordem executiva que permite aos Estados Unidos impor tarifas de importação sobre mercadorias de países que vendem ou fornecem petróleo a Cuba. O governo cubano declarou que os Estados Unidos buscam sufocar a economia do país caribenho e tornar as condições de vida insuportáveis para sua população por meio do bloqueio energético.
O confronto marca uma nova escalada nas tensões entre Estados Unidos e Cuba, agravadas após o sequestro do presidente venezuelano Nicolás Maduro por forças estadunidenses em janeiro e a interrupção do fornecimento de petróleo à ilha. O secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Washington está reunindo informações sobre o incidente.
Desde o retorno de Donald Trump à Presidência, a Casa Branca intensificou a política de pressão em Havana e expressa interesse em mudanças políticas no país caribenho, que classificou como uma “ameaça excepcional” à segurança nacional dos EUA.